Adelino da Costa Gonçalves

Nasceu a 9 de dezembro de 1916, em Oliveira do Hospital. 
Esteve em África, onde trabalhou na estiva, no porto da Beira, na capital de Manica e Sofala.
Todos os que com ele privaram destacam a grandeza deste “homem de nobreza da alma excecional”. Descrito como um homem simples, modesto e de grande sentido de justiça, “fez da vida a poesia e da poesia a sua vida”.
Na sua juventude publicou vários poemas no jornal “Gazeta do Sul”, de Montijo e outros jornais, nomeadamente no “Notícias de Oliveira do Hospital” e “Voz de Oliveira”, colaborando, também, em diversos jornais; “Diário de Moçambique”, “Voz Africana” e a revista literária “Elo”.
Publica poesia no jornal de Coimbra “O despertar”.

Adelino Gonçalves editou quatro livros em vida: “Meu Sonho” (1955, Moçambique); “Canteiro de Cantares” (1959, Moçambique); “Poemas” (1976) e “40 Quadras” (1979). “Últimos Poemas”, edição póstuma, ficou disponível ao público em 1990. Um dos seus poemas mais conhecidos é “Aquela Velha Tileira”, inspirado na frondosa árvore que embeleza o adro da Igreja Paroquial de Oliveira do Hospital.

Faleceu no dia 5 de setembro de 1989.

 

Bibliografia

- Meu Sonho, 1955
- Canteiro de cantares, 1959
- Poemas, 1976
- 40 Quadras, s.d.
- Últimos Poemas, 1990

Ana Cristina Monteiro Gouveia Figueiredo

Nasceu a 01 de Outubro de 1980, em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra.

Licenciou-se no curso de Professores do Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências Naturais pela Escola Superior de Educação de Leiria. É professora há 12 anos, exercendo funções no 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico.

 

 Bibliografia

 - A Fada Adinela, 2016 (Chiado ed.)

Ana Filipa Teixeira Pinto

Nasceu a 8 de junho de 1989 em Oliveira do Hospital.

Terminou em junho de 2010 a licenciatura em Ciências da Comunicação, vertente Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa, onde foi premiada com a Bolsa de Mérito e Excelência, que distingue o melhor aluno do curso.

Repórter por vocação e talento, estagiou na rádio Antena 1.

O livro, “À rasca, retrato de uma geração”, sobre a geração a que pertence, é o seu primeira trabalho de grande dimensão.

 

 

Bibliografia

 

- À rasca; retrato de uma geração, 2011, (ed. Planeta Manuscrito)

Ana Luísa Teixeira Nunes Pereira

Ana. Luísa. Ana Luísa. Ana Luísa Pereira. Ana T. Nunes. Os nomes que derivam de Ana Luísa Teixeira Nunes Pereira. O nome completo que permite diversificar, mudar, alternar de acordo com o contexto e circunstância e/ou fase de vida. 

Ana Luísa pertence a uma família de Nogueira do Cravo, onde passou as férias da sua infância e adolescência.

É licenciada em Educação Física e Desporto, tendo leccionado a mesma disciplina entre 1996 e 1999.         

Concluiu o Mestrado em Ciências do Desporto em 1999, ano em que começou a trabalhar na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Universidade que lhe conferiu o grau de Professora Doutora, também em Ciências do Desporto (especialização em Sociologia do Desporto), em 2004. Entre 1999 e 2013 foi professora e investigadora de Sociologia do Desporto na Faculdade de Desporto.

Em 2010, realiza o primeiro de diversos de curso de escrita criativa, na Companhia do Eu.

Em 2012, decide mudar de vida. Começa por pedir um ano de licença sem vencimento, mas as experiências que começou a viver através das viagens longas impediram-na de terminar aquele ano ‘sabático’: retira-se da vida académica em Maio de 2013. Encontra na escrita uma ferramenta de autoconhecimento primordial, continuando a sua formação no âmbito da escrita de ficção.

Entre 2012 e 2016 viajou pela Austrália, Sudoeste Asiático e América Latina. Os diários de viagens foram-se acumulando e resultaram num livro: Borboleta Azul – um postal da América Latina.

Antes deste livro publicado pela Chiado Editora (2017), a autora, ainda utilizando o seu nome académico – Ana Luísa Pereira –, arriscou uma publicação de autor com o livro: ‘A Saciedade dos Insatisfeitos’.

Outras viagens estão a ser registadas e outras planeadas... Afinal, para a autora, a vida é uma viagem...

Participou ainda em três colectâneas editadas pela Lua de Marfim: “Confissões”; “Obsessões” e “Premonições”, sob pseudónimo.

 

Bibliografia

- A saciedade dos insatisfeitos, 2015

- Borboleta azul; um postal da América Latina, 2016 (ed. Chiado editora)

Ana Sofia Lemos

É natural de Oliveira do Hospital.

Licenciou-se no curso de Professores do Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências da Natureza.   

Concluiu em março de 2006, o mestrado em Administração Escolar e Administração Educacional, na Universidade Católica de Viseu. Após as tarefas de elaboração da tese, surge o incentivo à escrita da obra literária “Do Colégio Brás Garcia de Mascarenhas ao Externato de Oliveira do Hospital – contributo para a sua história”.

É professora no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital.

 

 

Bibliografia

- “Do Colégio Brás Garcia de Mascarenhas ao Externato de Oliveira do Hospital – contributo para a sua história”

António César Gouveia de Oliveira

Nasceu nos Fiais da Beira, a 26 de março de 1941, no concelho de Oliveira do Hospital, no seio de uma família da pequena burguesia rural, conhecido como César de Oliveira.

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, César de Oliveira doutorou-se pela Universidade Técnica de Lisboa em 1986. Foi professor catedrático de História Contemporânea do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da empresa (ISCTE), em Lisboa, e investigador, com uma importante obra publicada, em áreas temáticas como a história do movimento operário e do socialismo em Portugal, as relações políticas internacionais durante o Estado Novo, e a história da administração local.

No seu percurso político foi opositor aos regimes Salazarista e Marcelista. Depois do 25 de Abril de 1974, integrou o MES, Movimento de Esquerda Socialista e dirigiu o respetivo jornal Esquerda Socialista existente entre 1974 e 1975. Fez parte do IV Governo Provisório e mais tarde associa-se à União da Esquerda para a Democracia Socialista, de que foi deputado quando se constituiu a Frente Republicana e Socialista. 

Veio, posteriormente, a aderir ao Partido Socialista tendo sido deputado à Assembleia da República e apoiante da primeira candidatura presidencial de Jorge Sampaio. Pertenceu à Assembleia Municipal e à Assembleia da Área Metropolitana de Lisboa.

Para além destas e muitas outras iniciativas e funções foi também entre 1989-93 Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

Foi homenageado pela Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
A Casa da Cultura de Oliveira do Hospital denomina-se «Casa da Cultura César de Oliveira», em sua homenagem. A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome a uma rua de Lisboa e a vila da Fuseta (Fuzeta), concelho de Olhão, atribuiu o seu nome à Avenida Professor Doutor César Oliveira, junto à ria Formosa.

Faleceu a 15 de junho de 1998.

 

Bibliografia

- Poemas livres

- A comuna de Paris e os socialistas portugueses

- O congresso sindicalista de 1911

- Rosa Luxemburgo: Viva!

- O estado, a democracia burguesa, a prática revolucionária e o anarquismo

- O socialismo em Portugal

- A criação da União Operária Nacional

- O operariado e a República Democrática (1910-1914)

- Iniciação ao sindicalismo

- Portugal, cristianismo e revolução socialistas

- O primeiro congresso do Partido Comunista Português

- Revolução socialista e independência nacional

- MFA e a revolução socialistas

- A revolução russa na imprensa operária da época

- 13 cartas de Portugal para Engels e Marx

- Antologia da imprensa operária portuguesa, 1837-1936

- A preparação do 28 de maio

- O movimento sindical português:a primeira cisão

- Portugal e a II República de Espanha, 1931-1936

- A ascenção de Salazar: memórias de seis meses de governo

- Salazar e a guerra civil de Espanha: 1936-1939

- O operariado e a Primeira República (1919-1924)

- Salazar e o seu tempo

- Nova História de Portugal, vol. 12; “Portugal e o Estado Novo”

- Município de Oliveira do Hospital, 1990-93

- Os anos decisivos: Portugal 1962-1965: Um testemunho

- Cem anos de relações luso-espanholas: política e economia - 1995

- História dos Municípios e do poder local: os finais da Idade Média à União Europeia

- Portugal, dos quatro cantos do Mundo à Europa: a descolonização portuguesa, 1974-1976

António Freire Lobo Vaz Patto

Nasceu a 2 de Maio de 1931 em Galizes, no seio de uma família ligada à medicina e alquimia uma vez que tanto o seu pai como os seus dois avós eram médicos e tinham casas agrícolas próprias. Ainda novo, devido à doença grave do seu pai, viu-se obrigado a interessar-se pela agricultura.
É licenciado em Medicina e Cirurgia pala Universidade de Coimbra.
Deixou os Hospitais da Universidade de Coimbra e iniciou funções no Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz, em Oliveira do Hospital.
Ajudou a criar estruturas de apoio à pastorícia sendo um estudioso das ovelhas Serra da Estrela e do seu queijo. António Vaz Patto.
Colaborou na elaboração do Grande Livro Queijo Serra da Estrela.

 

 

Bibliografia 

 

- Com os pastores também se aprende, 2012, (ed. do Município)

- 30 maneiras de fazer queijo, 2014, (ed. do Município)

António Garcia Ribeiro de Vasconcelos

Nasceu em S. Paio de Gramaços , no dia 1 de junho de 1860.
Licenciado pela Faculdade de Teologia da UC em 1885, Doutor em Teologia pela UC em 1886, sacerdote (6/06/1885), lente da Faculdade de Teologia (1887-1910), Lente de História da Faculdade de Letras da UC (1911-1930). Director da Faculdade de Letras e do Arquivo da UC (1901-1927) e Doutor "ipso facto" pela Faculdade de Letras da UC (1/07/1916).
António de Vasconcelos enverga Capa e Batina de modelo eclesiástico preto, cinta com pendentes, volta branca e cabeção e a Borla (barrete) que mandou fazer em 1916, misturando a cor de Teologia (branco) com a adoptada oficialmente pela Faculdade de Letras em 1911 (azul ferrete). Tal atitude radicou no facto de nesse ano de 1916 o Conselho da Faculdade de Letras ter deliberado atribuir aos antigos lentes da Faculdade de Teologia o "grau de doutor ispo facto" que dispensava a prestação de provas académicas.

A Ribeiro de Vasconcelos deve a UC a reforma do selo hoje em uso (desenhado por António Augusto Gonçalves mediante orientações estritas de Vasconcelos), a adopção do azul escuro como cor oficial da nova Faculdade de Letras (invocando a herança das Faculdades de Artes e de Filosofia, Vasconcelos conseguiu posicionar a Faculdade de Letras em primazia na ordem das antiguidades), e também o Trajo Talar dos lentes, reformado em 1916 por uma Comissão activa em 1915-1916, integrada por António de Vasconcelos (Letras), Álvaro Basto (Ciências) e António Carneiro Pacheco (Direito).

Faleceu em Coimbra a 1 de agosto de 1941.


Bibliografia

- Estudos sobre o Brás Garcia de Mascarenhas

António José Rodrigues Gonçalves

Nasceu a 18 de outubro de 1948, em Avô, Oliveira do Hospital.

Viveu na vila de Avô até aos 22 anos onde exerceu uma profissão artesanal tendo feito parte da Sociedade Recreativa Filarmónica Avoense. 

Em Lisboa licenciou-se em Direito na Universidade Clássica em 1980 tendo exercido funções nos CTT – Correios de Portugal, S.A. e noutras instituições.

De empregado artesanal na juventude até chefe do Gabinete do sr. Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, passou por várias áreas do mercado de trabalho, tendo sido ainda membro da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.

 

 

 

Bibliografia

 

- A vila de Avô, 2012, (ed. Moura Pinto)+ (apoio do Município)

- O foral de Avô, 2014, (ed. do Município)

- O foral de Oliveira do Hospital, 2014, (ed. do Município)
- Fotobiografia da Sociedade de Recreio Filarmónica Avoense, 2016, (ed. do Município)

 - Gomes Freire de Andrade: um mártir da pátria, 2017 (ed. Âncora) 

- Brás Garcia de Mascarenhas, aventureiro, poeta, guerreiro, 2018 (ed. âncora)

António Vasco Figueira Ferreira

Nasceu a 1 de março de 1944, na freguesia de Seixo da Beira, tendo como formação académica o curso de engenheiro Agrário.

Frequentou serviço militar obrigatório de 1666 a 1969.

Fez estágio curricular na Comissão Reguladora do Comércio do Arroz e fez Admissão na Função Pública, onde trabalhou na Secretaria de Estado da Agricultura – CIATA – Centro de Investigação e Assistência Técnica à Agricultura. 

Trabalhou no Ministério da Agricultura - Direção Regional de Agricultura da Beira Litoral.

Foi Fundador,  

- da Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela, 

- e diretor do jornal, "O Manual do Criador»;

- da Federação das Associações Portuguesas de Ovinicultores e Caprinicultores;

- do Agrupamento de Defesa Sanitária de Gado Ovino e Caprino Serra da Estrela

- da União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do distrito de Viseu;

- da Federação Nacional dos Agrupamentos de Defesa Sanitária;

- da Confraria do Queijo Serra da Estrela;

- da Cooperativa de Produtores de Queijo Serra da Estrela - ESTRELACOOP;

- sócio nº 1 e diretor da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira do Hospital;

- da Associação Cultural da Freguesia de Seixo da Beira;

   Participou em diversas modalidades desportivas, como no futebol, basquetebol, andebol, xadrez, tiro, e aeronáutica.

Para além de se ter dedicado à escrita e, tendo já algumas publicações editadas, recebeu a Medalha de Mérito Municipal, atribuída pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital 7 de Outubro de 2014.


Bibliografia

 

- O borrego na culinária da Serra da Estrela em colaboração Dr. António Freire Lobo Vaz Patto

- Rota Narciso do Mondego

- Vila de Seixo da Beira, (ed. do Município)

Brás Garcia de Mascarenhas

Nasceu a 3 de Fevereiro de 1596, em Avô, na província da Beira. 

De origem nobre, era filho de Marcos Garcia e Helena Madeira. Como seus irmãos, foi estudioso da língua latina, que depois desenvolveu por iniciativa própria.   

Foi um poeta guerreiro de vida atribulada, combate os holandeses no Brasil, Cobrindo-se de glória.

Os ventos da história Pátria que então sopravam, tornaram-no Capitão de Infantaria dos Exércitos da Beira.

Eclodira o movimento restaurador da independência do jugo Castelhano, em 1940. Forma no Torrão Natal a famosa e aguerrida “Companhia dos Leões” aureolada de feitos valoroso. Ascende ao importante cargo de Governador da Praça de Alfaiate. Invejado pelos seus pares é rotulado de traidor. Sofre com isto, duro cativeiro nas masmorras do Sabugal.

É reabilitado por D. João IV completamente limpo da infâmia.

Bate-se de novo como herói, em campanhas sucessivas na Fronteira do Alentejo.  

Presta à Pátria tão altos e distintos serviços, que D. João IV o galardoa com o Hábito de Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Aviz. Embainha a espada e regressa definitivamente à sua terra natal de Avô, onde se dedica completamente às letras. 

É então que nasce a obra que o tempo permitiu nos fosse legada: “Viriato Trágico”, a epopeia da Beira, o poema das Raízes Pátrias, a Bíblia do Lusitanismo; um monumento literário mais do que suficiente para erguer bem alto a glória do Poeta Avoense.

Foi, sem dúvida, um homem dedicado aos seus príncipes e à Pátria.

Faleceu a 8 de Agosto de 1656.

 

Bibliografia

 

- Viriato trágico

Carlos Lameiras

Bibliografia 

- "Versos e Quadras do Cristão", 2017, (ed. do Município) 

 

Cláudia Madeira

Psicóloga Clínica

Psicóloga da Justiça

Membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses nº 6841

2003, Licenciatura em Psicologia Clínica e do Aconselhamento, ULHT

2003, Investigadora, PANÓPTICO – Centro de estudos de Psicologia Forense da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; 2009 – 2011, Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da FPCEUC; 2011 – 2013, CEPCA (Centro de Estudos de Psicologia Cognitiva e da Aprendizagem da ULHT)

2003, Formadora nas áreas de Psicologia Clínica, Psicologia do Desporto e das Atividades Físicas, Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia da Gravidez e Parentalidade e Gerontologia

2004, Membro da Bolsa de Psicólogos da Ordem dos Advogados

2006, Mestrado em Terapias Comportamentais e Cognitivas, ULHT

2006 – 2013, Docente, ULHT

2004 – 2013, Orientadora de Estágios nas áreas de Psicologia Clínica, Psicologia do Desporto e das Atividades Físicas e Psicologia da Justiça

2004 – 2010, Diretora Técnica, Lares de Idosos

2015, Fundadora e Diretora do CADIP – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil e Parentalidade

2017 - Coordenadora da Área de Psicologia do Desporto e das Atividades Físicas da Hapinez - Centro de Excelência para a Psicologia

Bibliografia

- Razões de viver, 1999, (ed. Minerva)

Ermelinda Silva

Nasceu a 12 de Fevereiro de 1922, em Vila Franca da Beira. Casou a 20 de Abril de 1946, com Manuel Abrantes “Vidal”.  Tiveram um filho, Vidal Manuel da Silva Abrantes, nascido a 7 de Fevereiro de 1947.

Desde a adolescência que Ermelinda da Silva passou ao papel a sua vocação para a escrita desenvolvida também a partir do seu gosto pela leitura, principalmente de romances.  E foi já aos 94 anos de idade, em 2016, que reeditou o seu romance “Da Realidade à Fantasia”, em edição por si revista o que diz bem da sua notável vitalidade.

Viveu fora de Vila Franca da Beira um período de 8 anos, de 1948 a 1956, na cidade do Porto, em que, com o marido, trabalhou – é mestra em cozinha tradicional – num restaurante típico, propriedade do casal.

Na sua terra natal continuou a vida e o trabalho intenso nas lides caseiras, com especial cuidado pela sua vistosa moradia em que chegou a receber hóspedes mesmo quando seu marido foi um período para África exercer a sua maior vocação que era a de ser comerciante.

Ermelinda da Silva escrevia mesmo por entretenimento, muitas vezes nos «intervalos» do trabalho do dia-a-dia.  Romanceou a seu gosto, com passagens de autêntica antropologia local, inspirando-se em histórias reais de gente real da sua Vila Franca da Beira e da sua Cordinha, afinal deste seu «berço» e deste seu «lar» muito queridos e que sempre procura engrandecer e divulgar.

Faleceu a 21 de janeiro de 2019.

 

 

Bibliografia

 

- Da Realidade à fantasia, 1988, (ed. do Município) 

- Sofia a Mãe solteira, 1992   

- A toutinegra do Moinho, 1999 (ed. do Município)
- A Aldeia dos Ventos, 2006, (ed do Município)

Da Realidade à fantasia, 2ª reed. 2016, (ed. do Município) 

Fátima Silva Faria Rodrigues

Nasceu a 28 de outubro de 1963. 

Iniciou os seus estudos na Escola Primária de S. Paio de Gramaços, onde no ano de 1974 fez a 4ª classe do ciclo elementar do ensino primário.

Frequentou o 2º ciclo no Colégio Brás Garcia de Mascarenhas e o 3º ciclo na Escola Secundária de Oliveira do Hospital.

Em 2 de setembro de 1985 concluiu o bacharelato em Educadora Pré-escolar, na escola normal de educadores de infância de Viseu, como Educadora de Infância.

Em 7 de novembro de 1997, concluiu o DESE em análise e organização de ensino, na Escola Superior de Educação da Guarda, obtendo a licenciatura na vertente pré-escolar. 

Exerceu funções como docente na Associação de Beneficência Popular de Gouveia e em diversos Jardins de Infância do concelho de Seia, Tábua, Coja e Oliveira do Hospital. 

Atualmente exerce as suas funções como docente e titular de grupo no Jardim de Infância de Oliveira do Hospital.

Bibliografia

- Momentos, 2005, (ed. do Município) 

- Anjos do Céu, 2006 (ed. do Município)

- Publicou alguns artigos de opinião no Jornal de Arganil e na Comarca de Arganil

Feliciano da Silva

Nasceu em Travanca de Lagos, concelho de Oliveira do Hospital, em Abril de 1930.
Foi para Lisboa aos 13 anos, onde o seu primeiro emprego foi de empregado comercial.
Aos 17 anos começou a escrever poesia sendo a mesma sempre muito apreciada.
Estabeleceu-se aos 21 anos de idade. A firma com a sua fundação e gerência durou mais de meio século. 

O jornal “A Comarca de Arganil” e o jornal “Correio da Horta” da ilha do Faial – Açores, publicaram muitos dos seus poemas. Foi também durante vários anos colaborador do jornal "A Comarca de Arganil".

Fez teatro de amadores num grupo da ação católica e em outros grupos, onde era sempre muito elogiada a sua interpretação. Em todos os espetáculos recitava sempre versos da sua autoria.

Escreveu uma peça de teatro em um ato aos 20 anos, com o título “Deus castiga”, que foi aprovada pela presidência do conselho, inspeção dos espetáculos, sem qualquer corte, tendo sido classificada para adultos (18 anos).

Casou aos vinte e quatro anos. Não quis seguir mais a vida artística embora fosse no meio amador. Passou a dedicar-se de corpo e alma à sua vida comercial e teve sempre religiosamente no seu coração, a família, o trabalho e a terra onde nasceu.

 

 

Bibliografia

 

- Amor, Ternura e Fantasia, 2007, (ed. do Município)

- Ao Nosso Semelhante dai um Sorriso, 2011, (ed. do Município)

- Amar Não é só Paixão, 2013, (ed. do Município)

- O Amor Nunca Esquece, 2015, (ed. do Município)

 - O meu lindo jardim florido, 2017 (ed. do Município) 

Francisco Rafael Pereira Campos

Nasceu a 5 de junho de 1998, em Coimbra, sendo que Oliveira do Hospital é a sua área de residência. 

Fez o seu percurso escolar no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, onde concluiu o 12º ano de escolaridade interrompendo temporariamente os estudos para trabalhar com a família e dedicar-se à poesia. 

Começou por escrever desde muito cedo e, hoje, Francisco Campos encontra na escrita o escape perfeito para o dia-a-dia. 

Estreia-se como autor com o livro de poesia "A razão para te amar", um livro pleno de emoções e sentimentos à flor da pele.

Mais tarde é selecionado, a par de outros autores, para entrar numa Antologia de poesia portuguesa contemporânea "Entre o sono e o sonho" - Vol. VIII e ainda na "II Concurso Edições Vieira da Silva". 

 

Bibliografia 

- "A razão para te amar", 2017, (ed. Pastel de Nata edições) 

- Entre o sono e o sonho - Antologia de Poesia Contemporânea -Vol. VIII, 2017, (Ed. Chiado Editora) 

- "II Concurso Edições Vieira da Silva", 2018, (Ed. Edições vieira da Silva)

 

Francisco Correia das Neves

Nasceu em Oliveira do Hospital a 03 de Setembro de 1929. 

Licenciou-se em Direito em 1953 pela respetiva Faculdade da Universidade de Coimbra e em 1955 concluiu o Curso Complementar de Ciências Histórico-Jurídica na mesma faculdade, a que apresentou uma tese sobre "a prisão preventiva". Entretanto no cumprimento do serviço militar obrigatório e de manobras ascendeu ao posto de tenente miliciano do Exército.
A 17 de Outubro de 1955 tomou posse do cargo de Delegado do Procurador da Republica da Comarca de Serpa, funções que veio a exercer também nas Comarcas de Cuba e Alcobaça, sucessivamente.  Quando desempenhava estas últimas, em 1959, foi nomeado, em comissão de serviço, Inspector da Polícia Judiciária da Subdirectoria de Lisboa tendo vindo a ser louvado pelo Governo, por portaria do Ministro da Justiça, publicada no “Diário do Governo”, II Série, de 9 de maio de 1960, pela actividade de investigação do homicídio do ex-capitão Almeida Santos, que ficou conhecido por “crime do Guincho” e veio a servir de tema de fundo para a novela “ Balada da Praia dos Cães” de José Cardoso Pires e para o filme homónimo do realizador Fonseca e Costa.
Em 1961, depois das provas de concurso no Supremo Tribunal de Justiça foi nomeado Juiz de Direito e colocado na Comarca de Santa Cruz (Madeira), mas, entretanto, era nomeado, em comissão de serviço, Secretário do Ministro da Justiça.
Retomada a carreira, foi depois Juiz da Comarca de Cuba (Alentejo), e , em 5 de dezembro de 1965, a seu pedido, passou à situação de licença limitada, e foi advogar em Beja, terra da sua mulher, cuja actividade viria a exercer durante 30 anos.
Entretanto, foi eleito Deputado da Assembleia Nacional, pelo Círculo de Beja, para a Legislatura de 1963/73, onde fez parte do chamado grupo dos “novos” e teve actuação e intervenções diversas.
Foi ainda durante vários anos Professor Convidado da Universidade de Évora e do Instituto Politécnico de Beja.
Desde novo foi colaborando em jornais e revistas e publicou vários trabalhos nas áreas da Poesia, Direito, Etnografia, Linguagem e História, que se vêem indicados na relação bibliográfica no início deste livro, tendo sido atribuído, em fevereiro de 1964, o prémio nacional “ Melhor Colaboração” pelo Secretário Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI) à sua crónica “Terra verde, verde vinho...” (sobre o Minho), publicada no Jornal “ A Comarca de Arganil”, de 19 de setembro de 1963.
Titular das Medalhas de Mérito dos Municípios de Beja e Oliveira do Hospital.

Faleceu a 21 de Outubro de 2017, com 88 anos.

Bibliografia

- Terra azul, 1950, (Coimbra editora)

- A Manta e o Cajado, 1954
- Cachoeira, 1958, (ed. do autor)
- O Poeta Manuel Cid Teles, 1959, (ed. do autor)

- Infracções antieconómicas e contra a saúde pública; 1960

- Algumas considerações sobre a pena de morte; 1962

- Violação do sigilo médico e exercício ilegal da medicina; 1963

- Caminhos públicos; 1964

- Terra verde, verde vinho…; 1964

- Dos seguros; 1966
- Sevilha, sua raça e sua graça, 1971, (ed. Comarca de Arganil)

- Os “Almotacés” da Beira-Serra e o Uso das Águas; 1973
-Os verbos dos Arguinas, 1987, (ed. do Município) 

- A vida no Registo da morte, 1998 
- A Propósito do Foral de Oliveira do Hospital, 1999, (ed do Município)
- Crónicas de Oliveira do Hospital e Beira da Serra, 2001 (ed do Município)  

- Da Serra da Estrela Ao Campo de Ourique, 2001  

- Investigação penal

- O crime do Guincho, 2004  

- A terra e o mar, 2005  

- Mãe d 'água, 2005  

- Cancioneiro Popular, 2005, (ed. do Município) 

- Enquadramento histórico e toponímia de Oliveira do Hospital, 2007, (ed do Município) 

- A manta e o cajado, 2007, (ed. do Município)  

- O plural no singular, 2008  

- Arqueologia rural, 2010, (ed. do Município)  

- A Estepe das abetardas, 2013

Francisco Manoel Cabral Metello

Nasceu a 08 de agosto de 1893. Era filho de Dª Maria Emília Vasconcelos Cabral e de Sr. Conselheiro Cabral Metello, que era de Celorico da Beira e por volta de 1880, após se ter formado em Direito, vem para Oliveira do Hospital na qualidade do que seria hoje Presidente da Câmara.   

Pouco tempo depois, casa com a sua prima, a Srª Dª Maria Emília Vasconcelos Cabral. Permaneceu aqui vários anos e aqui nasceram os seus filhos o Sr. D. Francisco Manuel Cabral Metello e a Srª Dª Maria Luísa.

Após a morte dos seus pais e de sua irmã Dª Maria Luísa em 1945, Francisco Manoel Cabral Metello, tornou-se único herdeiro desta fortuna  e o último descendente da família Vasconcelos Cabral.

Através do seu último testamento determinou que na casa que foi berço de sua família, durante quase quatro séculos, se perpetuasse o nome e presença de sua mãe, a Srª Dª Maria Emília Vasconcelos Cabral como patrona desta Fundação. Mais, determinou que neste mesmo solar (depois de devidamente restaurado) se instalasse a Casa-Museu, cujo recheio pertencia não só a esta casa como ainda nela se inclui o mobiliário que decorava a casa que o fundador possuía no Estoril e no andar que ocupava em Lisboa.

Era um fidalgo detentor de um grande património agrícola na zona de Oliveira do Hospital. Viveu parte da sua vida em Paris fez grandes viagens pela Europa, o que enriqueceu o seu património pessoal e cultural.

Escreveu dois livros os quais mereceram grandes apreciações dos escritores Fernando Pessoa e Aquilo Ribeiro. Tendo-se também relacionado com as altas individualidades do mundo artístico da época.

   Faleceu no ano de 1979.

 

 

Bibliografia

- Sáchá: comentários à vida moderna, 1923.

- Entrevistas, 1923, (ed. Portvgalia)

Isabel Gouveia

Com o nome literário de Isabel Gouveia, Isabel Pereira Mendes nasceu a 12 de dezembro de 1930, em Aldeia das Dez, uma pequena aldeia do concelho de Oliveira do Hospital.

Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra onde, igualmente concluiu o Curso Complementar de Ciências Jurídicas. 

Exerceu o cargo de Conservadora do Registo Predial, tendo também exercido a advocacia durante alguns anos. 

No campo literário, quase sempre com o nome Isabel Gouveia, publicou várias obras em poesia e em prosa, tendo sido premiada na Sociedade Portuguesa de Autores com o prémio José Galeno 1985, por este seu livro de ficção intitulado “A porta estreita”.

Tem participado em numerosas antologias e publicado textos de variada índole (poesia, recensões e ensaios críticos) em revistas e jornais literários, nomeadamente no Boletim da APE, no jornal Artes & Letras, da Universitária Editora, nos cadernos de poesia Jalons, dirigidos por Jean-Paul Mestras, e no suplemento literário das Artes das Letras, do jornal “ O primeiro de janeiro”.

Tem alguns poemas traduzidos para francês.

 

 

Bibliografia

 

- Atrás do tempo, 1962 (Coimbra editora)

- Os sete dias passados, 1965 (Coimbra editora)
- Incómoda verdade, 1972, (Coimbra editora)

- Tangentes e consequentes, 1977 (Coimbra editora)

- Poemas escolhidos, 1994

- Ponte levadiça vol. I, 1996, (ed. do Município)

- Antologia de contos, 1997

- A porta estreita, 1998
- Poesia reunida, 1999

- Fragmentos do passado, 2001

- Florilégio de Natal, 2001

- Ponte levadiça vol. II, 2003

- Florilégio de Natal, 2003

- A outra face do riso, 2003

- Código do registo predial, 2003

- Memorial de mulheres, 2003

- Estudos sobre o registo predial, 2003

- Escutar o coração do mundo, 2005

- Florilégio de Natal, 2006

- A minha mão na tua, 2006

- Ponte levadiça vol. III, 2007, (ed. do Município)

- Chemin, 2007

- Poetânea 7, 2007

- A porta estreita, 2008

- Poetas de sempre, 2008

- Poetaneamente, 2008

- Memórias Jurídicas, 2009

- Código do registo predial, 2009

- Reflexões sobre livros e autores, 2010

- Na voz da esperança há lágrimas, 2010

- Na incerta viagem, 2018 (Alma Azul)

Inácia Cid Teles

Foi professora no Colégio Brás Garcia de Mascarenhas tendo lecionado as disciplinas, de música, português e francês.

Vindo de uma família oriunda de poetas, ela própria também se dedicou à poesia.

Deixou alguns manuscritos, que após o seu falecimento, o seu irmão “Manuel Cid Teles”, os reuniu fazendo destes a sua única obra publicada em sua homenagem. 

Faleceu a 26 de outubro de 1992.

 

 

Bibliografia

 

- Nada torna a voltar, versos, s.d. (Edição póstuma)

João Carlos da Silva Ribeiro

Nasceu em 1964, em Oliveira do Hospital, é formado em Geologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e professor de Ciências Naturais e Biologia-Geologia na Escola Secundária de Porto de Mós.

As suas primeiras exposições de pintura deram-se a partir de 1980, tendo participado com regularidade em coletivas até 1994. Salientam-se as que decorreram em:

- Oliveira do Hospital, sua terra natal e por si organizadas, nos anos de 81 a 88 e Chiado;

– Coimbra em 1985;

- Câmara Municipal de Arganil, 1986;

- Escola Secundária de Penacova e Encontros Fé e Cultura no Centro Universitário Manuel da Nóbrega;

– Coimbra, em 1989;

- 1.ª Bienal de Professores no Convento de S. Francisco

– Coimbra, em 1993;

- Encontros de Arte 93 em Seia e S.Romão;

- Exposição Internacional de Desenho em Gouveia, 1993.

Tendo-se radicado em Porto de Mós a partir de 1993 esteve destacado meia dúzia de anos como Coordenador de Educação Ambiental, funcionário da Agência Portuguesa do Ambiente, na ECOTECA das Serras de Aire e Candeeiros, em Porto de Mós, onde aprendeu a amar e conhecer esta sua nova Terra.

Voltou a expor em 2002, tendo então participado nas exposições colectivas dos artistas do concelho de Porto de Mós, respectivamente em 2002, 2003, 2004 e 2005 até 2007, ano em que voltou a expor com o seu irmão Paulo Ribeiro em Porto de Mós, até 2009, em vários espaços, como Castelo, Biblioteca Municipal, Junta de Freguesia, Ecoteca.

Em 2007, de 6 a 30 de Julho expôs, pela última vez, com pintura, desenho e poesia na Casa da Cultura César de Oliveira, em Oliveira do Hospital, com o título de “Entre Irmãos”;

É autor de um livro de poesia “Meus Voos – sonhos meus”, de 1986 e outro de contos para crianças sobre o PNSAC “Novos Contos no Parque”, de 2009, com ilustrações de sua autoria.

É um dos colaboradores de uma grande coletânea, com dois artigos científicos e ilustrações, livro denominado de “Ventos de Memória” com coordenação de Silva Neto, sobre as extintas freguesias de S. Pedro e de S. João do Município de Porto de Mós.

Colaborou na correção de desenhos, de textos e respetiva adequação ao nível etário das crianças para o livro “História de Porto de Mós em Banda Desenhada”, edição de 2009.

Participou na ilustração do livro “Forais Porto de Mós”, da Câmara Municipal de Porto de Mós; Participou na ilustração do livro “1-2- 3 Um Conto de Cada Vez”, do Clube Europeu da Escola Secundária de Porto de Mós.

Participou na ilustração do livro “Forais Porto de Mós”, da Câmara Municipal de Porto de Mós; Participou com poemas e ilustração das coletâneas poéticas “Epifania Poética”, ano letivo 1992/93 e “Ditos da Palavra”, ano letivo de 1993/94, da Escola Secundária de Oliveira do Hospital”, tendo coordenado e participado no seu Jornal “O Novo Cábula”.

Tendo escrito para vários jornais, é premiado em um concurso de poesia e está representado em variadas coleções particulares de pintura, no Museu Municipal de Oliveira do Hospital - Bobadela e no Museu Geológico da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.

 

 Bibliografia

- Meus Voos, sonhos meus, 1986

- Novos contos no parque, 2009, (ed. Município Porto de Mós)

- História de Porto de Mós em Banda Desenhada; 2009

- Ventos da Memória; 2013

- Forais Porto de Mós; 2015 

João Miranda

Nasceu em Coimbra em 1949. Considera-se, porém, de Oliveira do Hospital, onde estão os seus alicerces e os seus fundamentos.
Passou os primeiros anos da sua infância e juventude de Herodes para Pilatos, ao sabor das diversas mudanças de Comarca, do seu pai, magistrado. Jamais criou raízes em nenhum dos vários sítios, pelo País fora, onde foi vivendo.
Em 1966 passou a residir em Lisboa, cidade com a qual nunca conseguiu entender-se.
Frequentou, sem o terminar, o curso de Direito.
Integrou a força militar que em 25 de Abril de 1974 tomou os estúdios da RTP ao Lumiar.
Ainda antes do 1º de Maio em Liberdade rumou ao Funchal, onde foi encontrar Américo Thomaz e Marcelo Caetano, então ali detidos, e cujos aposentos percorria diariamente como oficial de dia do Quartel-General local.
Trabalhou nos Serviços Prisionais, tomando aí contacto com inúmeros casos pessoais e familiares de misérias e grandezas.
A partir de 1990 trabalhou no Banco Comercial Português, de cujos quadros está atualmente reformado.

 


Bibliografia

- "O Homem que inventa Setembros", 2016 (ed. Âncora)

Jorge Manuel Lopes Ramos

Nasceu a 4 de Janeiro de 1966, na cidade de Seia na Serra da Estrela. 
Reside em Lagares da Beira, no Município de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra.

Completou o Ensino Secundário e logo se integrou na vida activa, desenvolvendo inicialmente a sua laboração na actividade seguradora como funcionário comercial e administrativo e, posteriormente, como Técnico Comercial de Empresas ligadas aos audiovisuais. Actualmente é operário fabril.

Desde muito cedo, mostrou grande apetência para atividades Sócio Culturais, tornando-se num grande dinamizador de várias colectividades e associações do concelho de Oliveira do Hospital. Colabora com a imprensa escrita e radiofónica da sua região desde 1986, frequentando várias acções de formação nesta área. A animação de programas recreativos e desportivos é uma das suas ocupações diárias aos microfones da Rádio Boa Nova, onde já ocupou o cargo de director executivo e de programação.

É músico filarmónico na Banda de Ervedal da Beira.

Escreve, poesia e prosa desde 1983, e o que vai escrevendo resultou em dois já editados, “As Palavras e a Vida” (poesiafaclub) em 2014 e “Devaneando” (Artelogy) em 2015, colabora em várias páginas de literatura nas redes sociais, participou como autor na primeira antologia poética da Orquídea Edições com o nome “Palavras de Veludo e nas colectâneas "Boas Festas", da Silkskin Editora, "Obsessões" da Lua de Marfim, "Vendaval de Emoções" da EuEdito, "Um Litro de lágrimas" e "Perdidamente" da Pastelaria Studios. 

Em prosa marcou a sua participação em: "A Bíblia dos pecadores" e "O Beijo do Vampiro" das colecções Sui Generis, com um conto e um texto em prosa entre outros.

Dos seus registos escritos, recolheu de sebentas existentes em sua casa e no lar paterno dezenas de poemas escritos entre 1983 e 1989 e que está a compilar para brevemente se transformar em livro, onde se fará a fusão entre o que escreveu no passado e a sua poesia mais recente. 

Em prosa tem terminado e pronto para edição um livro que se trata de um diário romanceado intitulado, "A Marca".

Escrever dá-lhe um prazer infinito por isso escreve diariamente prosa e poesia.

Apesar de não pretender ser apelidado de escritor nem de poeta, continua sempre a escrever e a gravar as suas memórias, porque unicamente se considera um corajoso e humilde criativo, e o que pensa e repensa, vai traçando no papel, para que apenas quem tiver espírito e alma sã, um dia, o possa ler e entender.

Considera e pensa que : “Quanto maior é a alma, maior é o espírito e mais intensa é a escrita.”

 

Bibliografia

 

- As palavras e a vida, 2014, (ed. Poesia Fã Clube)

- Devaneando, 2015, (ed. Artelogy)

Jorge Mendes

Nasceu a 3 de dezembro de 1945, de família constituída em Santa Ovaia, concelho de Oliveira do Hospital.
Licenciado em Direito da Universidade de Lisboa, advogado em Lisboa. Consultor jurídico, em vários serviços personalizados do Estado, dos Ministérios da Saúde e da Economia. Pós graduado em Direito Penal Económico Europeu, pela Faculdade de Direito de Coimbra. Pós graduado em Direito da Medicina pela mesma Faculdade.
Membro da Assembleia de Freguesia de Santa Ovaia na anterior legislatura.
Para além de artigos diversos em jornais, em 2013 foi editado o seu primeiro livro “Monografia Histórica de Santa Ovaia”, e em 2014 “A nossa história; os pedreiros e o seu verbo de segredos”, o segundo livro em edição do autor.
Tem em preparação um romance histórico sobre a vida dum liberal, destas paragens da Beira, homem culto, empreendedor e generoso, contemporâneo na Universidade de Coimbra, de Eça de Queiroz e de Antero de Quental, com quem privou.


Bibliografia

- Monografia Histórica de Santa Ovaia, 2013, (ed. Campo da comunicação)
- A nossa história; os pedreiros e o seu verbo de segredos, 2014, (ed. do Município)
- A Cova-Gala, como notável exemplo de Solidariedade, vol. I e II 

José Carvalho

Nasceu em 1 de Dezembro de 1932 e faleceu a 22 de junho 2018.


Bibliografia 

 

- Fantasias e Realidades, 2013, (ed. do Município)

José Manuel Saraiva

Nasceu em Santo António de Alva, Oliveira do Hospital em 1946. Estudou em Coimbra e fez a Guerra Colonial na Guiné.

Dedicou a sua vida profissional ao jornalismo, tendo pertencido aos quadros de “O Diário”, “Diário de Lisboa”, “Grande reportagem” e “Expresso”.

É autor de dois documentários sobre a Guerra Colonial, produzidos pela SIC, um dos quais foi transmitido pelo canal Arte em França e na Alemanha.

É sua igualmente a história que deu origem ao telefilme, “A noiva”, de Luís Galvão Teles.

Em 2001 publica a sua primeira obra.

 

 

Bibliografia

 

- As lágrimas de Aquiles, 2002, (ed. Oficina do livro)

- Rosa Brava, 2005, (ed. Oficina do Livro)

- Aos olhos de Deus, 2008, (ed. Oficina do livro)

- A terra toda, 2011, (ed. Porto editora)

- A última Carta de Carlota Joaquina, 2014, (ed. Oficina do livro)

- O bom alemão, 2015, (ed. Clube do autor)

José Marques Lopes

Mais conhecido por “José Vicente” era natural de Vila Franca da Beira, filho de José Marques Lopes e de Maria Elisa Rodrigues, nasceu aos 12/05/1916 e faleceu aos 06/06/2010, com 94 anos em Aveiro, onde foi a sepultar.

Desde muito jovem revelou tendência para os livros e para escrita, particularmente de informação acerca de Toponímias de Vila Franca da Beira e se revelou um escritor. Foi um autodidata com muita iniciativa. Em todos os passeios realizados pela sua amada terra, sempre fez relatórios mostrando as suas impressões das viagens, descrevendo as maravilhas vistas de Portugal, seja das serras, seja do litoral.

Desde 1963 vivia em Aveiro, onde se tornou muito conhecido e estimado.

A alegria do casal se completava com a presença da filha Isabel Cristina, ainda residente em Aveiro. 

Trabalhou durante muitos anos na Segurança Social (anterior Caixa da Previdência e Abono de Família do Distrito de Aveiro), onde fez inúmeros amigos e mesmo depois de aposentado congregava os colegas em festas anuais de aniversários. Muito interessado em conhecer a história de Vila Franca, pesquisou inúmeros dados e elaborou uma monografia a respeito dessa terra, que lhe rendeu, além de profundo conhecimento do lugar, prémios nacionais.

Dado à pesquisa e à escrita, foi muitos anos correspondente de "A Comarca de Arganil" onde, designadamente, abordou a Toponímia regional. Antes, chegou a ser correspondente, entre 1934 e 1936, de um "Jornal de Oliveira" à época existente.  foi também um dos fundadores, em 8 de Julho de 1934, da colectividade popular de Vila Franca da Beira, a "União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV", e foi "executante" da primeira "Tuna Vilafranquense" extinta em 1934. 

A "Monografia de Vila Franca da Beira", finalizada em 1993, é a sua obra mais encorpada e mais significativa, onde ele revela bem as suas potencialidades. Revela igualmente amor pela sua Terra Natal apesar de não ter voltado a nela residir desde que dela saiu ainda em jovem. Mas não esqueceu e fixou, em escrito, a "história" da "sua" Vila Franca da Beira. Esta obra, a “Monografia de Vila Franca da Beira”, não está em formato de livro-papel. Está em formato digital e pode ser lida em...vilafrancadabeira.net

José Vicente, como era carinhosamente conhecido, pelas suas qualidades pessoais e como escritor será sempre lembrado pelos vilafranquences e por todos que com ele conviveram. 

Bibliografia

- http://www.vilafrancadabeira.net/PDF/monog-08-09-2013.pdf

José Ramiro Moreira

Nasceu em Chão Sobral em 1934 e ali cresceu e viveu. Frequentou a escola até à 3ª classe e cumpriu Serviço Militar na Amadora e Carregueira onde concluiu a 4ª classe. Trabalhou na agricultura e nos Serviços Florestais durante vários anos, tendo passado também pela industria têxtil em Coimbra e em Lisboa trabalhado como porteiro de um colégio.
Ingressou na Guarda Florestal, que era o seu sonho de criança, foi colocado no Piodão e aí permaneceu durante 15 anos, tendo contactado com Miguel Torga, que ia aquelas paragens às perdizes, onde se abrigava na sua casa florestal.
Foi transferido para a sede dos Serviços Florestais de Coimbra, onde permaneceu até se aposentar.
 

 

Bibliografia

- Histórias, Lendas e Contos do Meu Chão, 2005, (ed. do Município)
- + Histórias do meu Chão, 2013

José Vitorino de Pina Martins

Nasceu em Penalva de Alva a 18 de janeiro de 1920.

Frequentou o Colégio de Brás Garcia Mascarenhas, em Oliveira do Hospital. Em 1947, licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi um filólogo e investigador português estudioso da cultura portuguesa e europeia do Renascimento, autor de mais de duas centenas de estudos históricos e bibliográficos em português, francês, italiano e inglês, publicados desde 1960. Cultivou também a ficção e o memorialismo.

Foi leitor de Língua e Literatura Portuguesa na Universidade de Roma La Sapienza (Itália). Na Universidade de Bolonha frequentou os cursos de história da literatura italiana orientados por Carlo Calcaterra. Em 1955, foi transferido para o leitorado de português da Universidade de Poitiers, em França, onde trabalhou com Raymond Cantel, estudioso do pensamento profético e messiânico do Padre António Vieira.

Em 1957, inscreveu na Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle) as suas teses de doutoramento. Em 1961, foi convidado para assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde regeu as cadeiras de História da Cultura Moderna (1962), de História da Cultura Clássica (1962-1963), de História da Literatura Portuguesa II (1963-1964) e de Literatura Italiana (1963-1972).

Foi Diretor do Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, de 1972 a 1983, tendo, nessa qualidade, publicado mais de uma centena de edições e promovido a realização de numerosas conferências, colóquios, mesas redondas, recitais e concertos.

De 1974 a 1983 fundou e dirigiu com Jean Aubin o Centre de Recherches sur le Portugal de La Renaissance na École pratique des hautes études (IVe section - Etudes historiques et philologiques), onde ensinou durante nove anos, dirigindo a cadeira de Civilização Portuguesa como chargé de conférences.    Tendo regressado a Portugal em 1983, foi então convidado a ocupar o lugar de professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e de diretor do Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1990 passou a professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa.       

Pertenceu à Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido várias vezes eleito para exercer os cargos de Presidente e Vice-Presidente da sua Classe de Letras, e de Presidente e Vice- Presidente da própria Academia.

Como ficcionista escreveu em 2005 Utopia III (Lisboa: Verbo), uma criativa sequela da obra homônima de Tomás Morus, e como memorialista publicou em 2007 as Histórias de Livros para a História do Livro, (Lisboa: Gulbenkian).

Faleceu em Lisboa no dia 28 de Abril de 2010, vítima de doença prolongada.

 

Bibliografia 

- Ensaio sobre o Parnasianismo Brasileiro, Coimbra Ed., Coimbra, 1945.

- Reflexões críticas sobre Eça de Queirós, Casa do Castelo, 1947.

- Temas verneianos; 1960

- Pico della Mirandola e o humanismo italiano nas origens do humanismo português; 1964

- Fr. António de Beja discipulo de pico della Mirandola; 1965

- Cultura italiana, Verbo, Lisboa, 1971.

- Humanismo e Erasmismo na cultura portuguesa do século XVI, Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian, Paris, 1973.

- Tratado de Confissom, Imprensa Nacional, Lisboa, 1973.

- Cultura portuguesa, Verbo, Lisboa, 1974.

- O "Tratado de Confissom" e os Problemas do Livro Português no século XV, ed. do Autor, Lisboa, 1974.

- Os Lusíadas, 1572-1972, Comissão Executiva do IV Centenário da Publicação de "Os Lusíadas", Lisboa, 1975.

- Jean Pic de La Mirandole, Presses Universitaires de France, Paris, 1976.

- Au Portugal dans le sillage d'Erasme, Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian, Paris, 1977.

- Homme et dieu dans la poésie de dante; 1984

- Mostra Bibliográfica Comemorativa do Quinto Centenário do Tratado de Confissom (Chaves, 8 de Agosto de 1489), Câmara Municipal de Chaves, Chaves, 1989.

- Humanisme et Renaissance de l'Italie au Portugal, 2 vols., Gulbenkian, Lisboa, 1989.

- Resumo do seu Cvrricvlvm vitae; 1991

- Erasme à l'origine de l'humanisme en Allemagne, Westdeutscher Verlag, Opladen, 1997

Juvenália de Jesus Mendes

Nasceu a 3 de Setembro de 1936, no Casal, na parte antiga da então vila de Oliveira do Hospital. Casou em 1955 e em 1959 e, já com 2 filhas, foi juntar-se ao marido que entretanto partira para a Beira (Moçambique), onde, como habilidoso torneiro, arranja emprego nos caminhos de ferro.

Em 1972, temendo a situação política que alastrava perigosamente naquele território ultramarino, a família transferiu-se para a Rodésia(hoje Zimbabwé), onde viveram durante 6 anos, até que a instabilidade que o país começou também a apresentar os obrigou a procurarem na Austrália.

Há 32 anos que a cidade de Perth (Austrália) à beira do Índico, os acolhe e lhes oferece, indubitavelmente com o suor e o sabor do trabalho do marido, Armindo Manuel Stoffel, um “entardecer” tranquilo e deslumbrante, rodeados pelo carinho da sua família.

Sempre que pode regressa à sua querida terra natal, com a mala cheia de saudades e a alma cheia de novos poemas.

 


Bibliografia

- Jardim privado, 2008 (ed. do Município)
- Memórias de mim, 2010 (ed. do Município)
- O canto da sereia, 2014 (ed. do Município)

Laurindo Marques Caetano

Nasceu em S. Sebastião da Feira a 15 de Julho de 1917.

Foi pároco em Oliveira do Hospital de 18 de Outubro de 1943 a 29 de Abril de 1997.

Faleceu em Oliveira do Hospital a 01 de maio de 1999.


Bibliografia

- São Sebastião da Feira, 1987, (ed. do autor)
- A 3ª invasão Francesa e as terras do Concelho de Oliveira do Hospital, 1989, (ed. do autor)
- Capela de Santa Ana, (ed. do autor)
- Oliveira do Hospital, Achegas para a sua história, 1999, (ed. do município)

Lucinda Maria Cardoso de Brito

Nasceu em Oliveira do Hospital, a 26 de fevereiro de  1952. Oriunda de uma família humilde, mas considerada pela sua honradez, viveu uma infância feliz e é a mais velha de quatro irmãs. 

Frequentou a Escola Primária Feminina e o Colégio Brás Garcia de Mascarenhas. Concluiu o 5º ano aos 15 anos, sempre com bom aproveitamento e bons resultados nos exames, porém por insistência do seu pai acabou por interromper os estudos em 1967. Mais tarde ingressou na Escola do Magistério Primário da Guarda onde concluiu o curso em 1972.

Nesse mesmo ano, começou a carreira docente ( que exerceu durante 32 anos), primeiro na Escola  de Oliveira do Hospital, no ano seguinte, foi colocada, já na condição de efectiva em Sto António do Alva e, durante dois anos foi monitora da Telescola em Penalva de Alva. Alguns anos depois, efetivou-se em Negrelos, onde esteve cerca de 13 anos e, nos restantes, exerceu em Oliveira do Hospital, até se aposentar, em 2004, com 52 anos de idade.

Sempre foi apaixonada pelo português, pela escrita, pela leitura e por tudo o que se relacionasse com o estudo da Língua Materna. Adora investigar, aprender, saber e privilegia o conhecimento e a cultura, nas suas várias vertentes. 

É uma oliveirense convicta, sempre pronta a defender a terra natal, onde continua a residir.

É aluna na Universidade Sénior de Oliveira do Hospital, iniciada em 2011 e é também  docente/voluntária de Manualidades. 
Dos quatro livros que escreveu, “Palavras Sentidas” e “Terra do Meu Coração“ é uma edição do Município de Oliveira do Hospital.

No entanto, tem material escrito por vários livros: poesia, pequenas histórias e contos infantis.

 

 

Bibliografia

 

- Palavras sentidas, 2013, (ed. do Município)

- Alma, 2014, (ed. Poesia, fâ clube)

- Divagando, 2015 (ed. Orquídea editores)
- Terra do Meu Coração, 2016 (ed. do Município)

- Sonho?... Logo existo, 2017 (ed. Suigeneris) 

- Um ano… 365 poemas, 2018 (ed. Pastelaria Studios Editora)

Luís Macieira

Nasceu em Coimbra a 29 de maio de 1988 e reside em Catraia de S. Paio, freguesia e concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra.

Aos dois anos de idade foi-lhe detetada afasia, levando-o a frequentar, semanalmente, as instalações e os serviços do Centro de Paralisia de Coimbra. Foi neste Centro que Luís Macieira, sob o cuidado da sua terapeuta da fala, Carmina Pereira Elias, e a persistência e estoicidade de seus pais, conseguiu registar francos progressos em termos da capacidade de comunicação e inter-relacionamento.

De alguns anos a esta parte Luís Macieira tem demonstrado alguma inclinação para os livros policiais.      O livro intitulado “Investigação Criminal”, reproduz cinco investigações criadas pelo autor.

A sua compilação foi efetuada em Oliveira do Hospital entre 2009 e 2011.

 

 

Bibliografia

 

- Investigação criminal, 2011, (ed. do Município)

Luís Filipe Torgal

Concluiu História Económica e Social Contemporânea pela Universidade de Coimbra em 2002.

Frequenta Estudos Contemporâneos pela Universidade de Coimbra desde 2012.

Professor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital. Mestre em História Económica e Social Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Publicou 2 artigos em revistas especializadas, possui 7 capítulos de livros e 6 livros publicados. Possui 16 itens de produção técnica. Actua na área de Humanidades com ênfase em História da época contemporânea. Nas suas actividades profissionais interagiu com 9 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos.

Colaborador de investigação do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20) e doutorando por esta instituição.
Fundador e coordenador da revista Ipsis Verbis (Oliveira do Hospital), n.º 1, 2, 3 e 5.

Coordenador da Ipsis Verbis, n.º 6, com os professores Célia Lourenço e Francisco Henriques.

Autor do livro As aparições de Fátima. Imagens e representações (2002), refundado e reeditado com o título O sol bailou ao meio-dia.

A criação de Fátima (2011).

Organizou e prefaciou a reedição do livro de Tomás da Fonseca Na Cova dos Leões.

Fátima: Cartas ao cardeal Cerejeira (2009) e selecionou, organizou e prefaciou uma antologia da obra do mesmo autor, intitulada Religião, República, Educação (2012).

Colaborou nas obras História de Portugal em Datas (1994), História Comparada – Portugal, Europa e o Mundo (1996), Dicionário Biográfico Parlamentar (1935-74) (2004), Dicionário de História da I República e do Republicanismo e Dicionário Portugal e a Grande Guerra (em elaboração).

Com Armando Malheiro da Silva e Carlos Cordeiro, publicou o livro Machado Santos (1875-1921) – O intransigente da República (2013).

Proferiu algumas conferências em Portugal e uma na USP (Brasil) e é autor de diversos artigos científicos ou de intervenção cívica em blogues ou revistas e jornais locais, regionais e nacionais

 

Bibliografia

- O intransigente da República, 2013

- Religião, República, Educação. Antologia de textos de Tomás da Fonseca, 2012

- O sol bailou ao meio-dia. A criação de Fátima, Tinta da China, 2011

- As «aparições de Fátima». Imagens e representações (1917-39), Temas e Debates, 2002

- História de Portugal em datas, Círculo de Leitores, 1997

- História Comparada. Portugal, Europa e o Mundo, Círculo de Leitores, 1996

Capítulos de livros publicados

- In Dicionário de História da I Repúblicas e do republicanismo, 729 - 731., 2014

- In Dicionário de História da I Repúblicas e do republicanismo, 25 - 33., 2014

- La Repubblica di António Maria de Azevedo Machado Santos (1875-1921.  In Repubblica, repubblicanesimo e repubblicani. Italia, Portogallo, Brasile in prospettiva comparata, 175 - 202. . Bologna: Archetipo Libri, 2011

- A República de António Maria de Azevedo Machado Santos.  In República, Republicanismo e Republicanos, 424 - 457., 2011

- Portugal/Brasil, 1889-1910: uma visão cronológica. In Progresso e Religião. A República no Brasil e em Portugal, 1889-1910 , 309 - 387., 2007

- In Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, 588 - 590., 2005

- In Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, 315 - 318., 2004

 

Artigos em revistas com arbitragem científica

- "Nunes Formigão: the hidden promoter of the work of Fátima", The Portuguese Journal of Social Science 13, 3: 287 – 295, 2014

 

Artigos em revistas sem arbitragem científica

- "Apresentação do livro As «aparições de Fátima» - Imagens e representações (1917-1939)", 2003

 

Trabalhos completos/resumidos em eventos sem arbitragem científica

- "A construção de um santuário Mariano – Fátima, a hierarquia da Igreja e os católicos militantes", Trabalho apresentado em Encontros de outono, In Famalicão, Vila Nova de Famalicão, 2004

 

Textos em jornais ou revistas

-  "O livro satânico que procurou desacreditar Fátima" Público, sn , 23 abr. 2014.

- "Tomás da Fonseca – um intelectual republicano, socialista e laico" Ipsis Verbis, 61 – 64, 27 maio 2013

- "Fundamentos para uma implosão do ministério da educação II" Diário de Coimbra, 9 – 9, 03 ago. 2012

- "Fundamentos para uma implosão do ministério da educação I" Diário de Coimbra, 9 – 9, 31 jul. 2012

- "Os CNO e o erro de Crato" Diário de Coimbra, 10 – 10, 26 fev. 2012

- "Dos brandos costumes à banalização do mal" Diário de Coimbra, 20 – 20, 28 ago. 2011

- "Os chumbos são o escárnio da consciência nacional…!" Diário de Coimbra, 9 - 9, 20 ago. 2010

- "Os herdeiros da República de Abril" Ipsis verbis, 132 – 134, 27 maio 2010

-  "O republicanismo revolucionário: da utopia à República" Ipsis Verbis, 37 – 41, 27 maio 2010

- "Poder local e democracia" Correio da Beira Serra, 4 – 4, 08 out. 2009

-  "Um modelo alternativo de avaliação de professores" Diário de Coimbra, 9 – 9, 11 dez. 2008

- "A escola pública e o Fordismo" Correio da Beira Serra, sn, 04 dez. 2008

-  "A rebelião dos professores. O confronto de representações numa democracia subtil" Diário de Coimbra, 20 – 20, 23 mar. 2008

- "A política da educação e a educação da política " Diário de Coimbra, 9 – 9, 11 mar. 2008

- "Mitos da educação socrática" Correio da Beira Serra, sn, 04 mar. 2008

- "O milagre do sucesso educativo" Diário de Coimbra, sn, 16 dez. 2007

- "Políticas educativas e iliteracia científica" Diário de Coimbra, 23 – 23, 17 jul. 2007

-  "Os grandes portugueses e Salazar" Correio da Beira Serra, 4 – 4, 24 nov. 2006

- "Bons e maus jornalistas" Diário de Coimbra, 23 – 23, 18 jun. 2006

- "Retórica «socrática» e burocracia" Pontos nos ii, 54 – 55, 10 jun. 2006

- "João Brandão: o «Terror da Beira" Ipsis Verbis, 78 – 78, 27 maio 2006

- "A ilusão do sucesso educativo" Pontos nos ii, 56 – 56, 04 abr. 2006.

- "A derrocada da memória histórica no concelho de Oliveira do Hospital" Correio da Beira Serra, sn., 31 mar. 2006.

- "O sistema educativo, a ciência e a pedagogia" Diário de Notícias, sn, 24 dez. 2005.

- "A reorganização do currículo do ensino básico. O Reino dos pedagogos lunáticos, dos políticos demagógicos e dos professores mangas-de-alpaca" A Comarca de Arganil, sn, 21 out. 2005

-  "O Governo de Sócrates e a Educação" Diário de Coimbra, sn, 16 ago. 2005

- "A traição dos «políticos» " Diário de Coimbra, sn, 21 jun. 2005

- "Os depoimentos contraditórios da Irmã Lúcia (1907-2005) sobre as «aparições de Fátima" Público, sn, 21 mar. 2005

- "A irmã Lúcia e as aparições de Fátima" Diário de Coimbra, 18 – 18, 18 mar. 2005

- "Cartilha Maternal da Ipsis Verbis – esboço de um manifesto" Ipsis Verbis, 3 – 3, 04 abr. 2004.

- "As «aparições de Fátima»: representações, leituras e discursos historiográficos" Ipsis Verbis, sn, 04 abr. 2004

- "A crise da democracia representativa" Diário de Coimbra, sn, 31 jan. 2004

- "O progresso da decadência da educação em Portugal. Sugestões para uma inversão da crise" Diário de Coimbra, sn, 17 jan. 2004.

- "Ouçam os sinais! O estado do ensino básico e secundário em Portugal" Diário de Coimbra, 2 – 2, 07 jul. 2001

 

Prefácio, Posfácio

- "Na Cova dos Leões. Fátima. Cartas ao Cardeal Cerejeira". Lisboa. (Prefácio), 2009

Manuel Afonso

Nasceu a 10 de setembro de 1936 na freguesia de S. Sebastião da Feira, concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra.

 

Bibliografia

 

- As minhas memórias e a aldeia onde nasci em poesia popular, 2014

Manuel Cid Telles

Nasceu a 8 de março de 1911, filho do poeta Oliveirense Manuel Madeira Teles e da pianista Alzira de Matos Cid Teles.

Frequentou o liceu em Matosinhos e estudou solfejo e canto no Conservatório do Porto.

Com 13 anos começou a escrever poesia e aos 17 anos publicou a sua primeira obra.

Foi colaborador assíduo de jornais e revistas, Voz de Lamego, Revista Aquila, Comércio de Leixões, Distrito de Viseu.

Autor das mais belas letras, algumas gravadas em disco, de canções que se estrearam em Teatros e Revistas levados à cena nos Teatros Carlos Alberto e Sá da Bandeira, ambos no Porto.

Trabalhou com grandes vultos das artes cénicas como Manuel Lereno, António Resende Dias e D. Emília Resende, entre outros. Ainda no Porto, participou em diversos programas de Poesia na Rádio Renascença, no Portuense Rádio Clube e na Emissora Nacional. 

Acompanhado com os seus pais radicou-se definitivamente em Oliveira do Hospital, na década de 40 do séc. XX, tende beneficiado todo o concelho com o brilho do seu talento.

“Artista dos sete ofícios”, foi professor de música no Colégio Brás Garcia de Mascarenhas e ensaísta de vários Ranchos Folclóricos. Foi declamador e pintor e era um apaixonado do teatro, tendo sido um ator preponderante no Grupo de Teatro da Casa do Povo de Oliveira do Hospital. Cid Telles foi ainda colaborador ativo na imprensa, porém, o género artístico em que mais se notabilizou foi na poesia. Definia-se como um escritor que fazia a transcrição do Clássico de Pretarca para um moderno moderado, tendo-se destacado como um exímio sonetista.

Em 2006 a Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital editou a sua coletânea “Tendo embora um triste Fado”, que reúne toda a obra literária do autor. “São Restos”, é uma edição póstuma do Município.

Manuel Cid Teles viria a falecer a 25 de abril de 2009, já com 98 anos, uma longevidade que lhe permitiu assumir-se em pleno como um "artista dos setes ofícios", de perfil transversal e marca indelével. 

 

Bibliografia

 

- As minhas quadras, 1932, (2ª ed 1983, ed. do município) 

- Sombras, 1934, (2ª ed 1994, ed. do município) 

- Sou como sou, 1945, (2ª ed 1983, ed. do município)  

- Chuva de Estrelas, 1947  

- Sonetos, 1994, (ed. Póstuma) 

- Canta, cigarra canta, 1999, (ed. do município) 

- Farrapos da minha vida, 2002, (ed. do município)  

- Tendo embora um triste fado, 2006, (ed. do município)  

- São restos, 2011, (ed. do município)

Manuel Francisco da Costa

Manuel Francisco da Costa, nasceu a 24 de maio de 1936 na Felgueira Velha, concelho de Oliveira do Hospital.

Licenciado em Engenheiro Técnico Agrário.

De 1996 a 2001: Supervisor das Zonas Agrárias do Pinhal Interior

Percurso Político:

            - Deputado à Assembleia Constituinte de 1975

            - Governador Civil de Évora de 20/12/1976 a 08/06/1978

            - Deputado à Assembleia da República pelos círculos eleitorais de Évora e Coimbra

Outras atividades:

            - Jogador de rugby pela Associação Académica de Coimbra

            - Treinador de rugby

            - Foi diretor da Federação Portuguesa de Rugby

            - Presidente da Editorial Moura Pinto de 1995 a 2016

 

 

Bibliografia

- “A “crise” e a Agricultura”, 1971

- “Do Homem e da Terra – Contributos para uma reflexão sobre a agricultura em Portugal nos séculos XX e XXI”, Editorial Moura Pinto, 2016

Manuel Dinis

Nasceu a 2 de maio de 1919, na cidade de Piquête, no Brasil, sendo filho de Manuel Dinis e Maria Borges. Ainda criança, veio para Portugal com os seus pais.

Mais tarde, casou com Ester Marques Fontes, e sempre viveu em Vila Franca da Beira.

Foi ferreiro, serralheiro de profissão tendo granjeado fama de “artista”. 

No início dos anos 30 de século passado entrou na tuna Vilafranquense onde aprendeu a tocar bandoleta. A Tuna extinguiu-se, mas ele continuou a sua formação musical como autodidata, intérprete e autor. Simultaneamente, continuou e versejar. 

Até aos 92 anos, Manuel Dinis, esteve sempre ligado à música e à poesia. 

O primeiro livro escrito por Manuel Dinis saiu em 2005 e intitula-se “ O Voltear dos Rifões”. “As Sextilhas de Manuel Dinis”, é o título da segunda publicação deste autodidata. 

Faleceu a 18 de setembro de 2012. 

 

 

Bibliografia

 

- Voltear dos Rifões, 2005, (ed. do município)  

- As sextilhas, 2011, (ed. do município)

Manuel Fabrício Santos

Nasceu em Outubro de 1939, na freguesia de Pelmá, concelho de Alvaiázere, distrito de Leiria. Iniciou a sua atividade profissional na área da enfermagem, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Foi na especialidade de enfermeiro que foi mobilizado para o serviço militar em Angola (1961/1963).      Em 1966, concluiu o Curso de Professor do Ensino Primário, na Escola do Magistério Primário de Coimbra e, nesse mesmo ano iniciou a atividade docente no concelho de Oliveira do Hospital, onde deu início a uma campanha de alfabetização no concelho desempenhando o papel de coordenador concelhio dos cursos de educação de adultos.
Em 1991, conclui a licenciatura em História, na Faculdade de Letras de Coimbra e como trabalho final de licenciatura foi proposto efetuar pesquisa e estudo para elaboração do Seminário: Vida Quotidiana, Festas e Sociabilidade. O trabalho e estudo foi efetuado no concelho de Oliveira do Hospital sobre o período de 1910 a 1918.


Bibliografia

- Vida Quotidiana, Festas e Sociabilidade, 2007, (ed. do Município)

Manuel Madeira Teles

Nasceu no lugar da Coitena (Bobadela), subúrbios e Oliveira do Hospital.  a 31 de Janeiro de 1872.

Estudou em Coimbra, tendo-se relacionado com artistas admiráveis e já então afamados, entre os quais avulta o seu bom amigo e extraordinário poeta António Nobre, que lhe dedicaria a célebre “Carta a Manuel”, que figura no “Só”.
Em Lamego, convive intimamente com o poeta Fausto Guedes Teixeira. Exemplar funcionário da Secção de Finanças, recebe numerosos votos de louvor.
No campo profissional, elabora valiosos estudos fiscais e administrativos, como sejam: “A Contribuição Predial”, “Concursos” e “A Evolução no nosso Sistema Tributário”.
Foi jornalista de mérito, colaborando em numerosos jornais. Em Oliveira do Hospital, funda e dirige: “Voz da Beira” e “Gazeta da Beira”.
Quando à sua obra poética, legou-se os bonitos poemas: “Em Romagem” (dedicado à Senhora Sant'Ana , padroeira na nossa terra) , “Portugueses a El-Rei D. Manuel II”, “Carta a uma noiva” e “Na ortiga”. Muitos versos publicou ainda nos jornais de que foi colaborador, contudo, compilados. É autor ainda de “Livros do Coração”, por ventura, o melhor expoente da sua obra poética. É um livro do seu ser, feito com pedaços de uma alma moça que se fere a amar e a sofrer.
Como seu continuador tivemos o seu filho Manuel Cid Teles, também poeta.
Faleceu  na nossa Vila em 15 de Dezembro de 1945, com 73 anos de idade, vítima de úlcera no estômago. 

   

Bibliografia

- Portugueses a El-Rei D. Manuel II, 1908  (Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso)

- Concursos, 1932, (ed. Tipografia Lamego)
- Sonetos, 1994, (Edição póstuma)

- Livro do Coração, (s.d.) 

Maria Alice Antunes Mendes Gouveia

Nasceu a 18 de Abril no Lobito, Angola.
Em 1974 veio com o pai de férias a Portugal, acabando por ficar até 1982, altura em que, já casada, emigra para os estados Unidos da América, onde permaneceu até 2003.


Bibliografia

- The Donatos, 2002 nos EUA
- Pais desumanos, 2007, (ed. Papiro)
- Diversas formas de amar, 2008, (ed. Papiro)
- O filho não é meu, 2009, (ed. Novembro)
- Uma verdadeira família, 2010, (ed. Novembro)

- De costas Voltadas, 2019 (ed. Novembro)

Maria Amélia Álvaro de Campos

É natural de Oliveira do Hospital, licenciou-se em História no ano de 2006, com especialização no ramo de Formação educacional e fez a pós-graduação em História da Idade Média na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Doutorou-se em 2012 nessa Universidade com a tese Santa Justa de Coimbra na Idade Média: o espaço urbano, religioso e socio-económico. Tem vários artigos publicados, em Portugal e no estrangeiro, sobre a cidade medieval de Coimbra, nomeadamente, sobre a sua rede paroquial e o seu clero secular.
Entre os meses de maio de 2014 e Junho de 2015, levou a cabo o projecto de investigação História e património de Abrunheira e sua Região, promovido pela Caso do Povo de Abrunheira e financiado com um Estágio Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Presentemente, desenvolve o projecto de investigação territórios, sociedades e religiões: redes paroquiais numa cidade medieval europeia. O caso de Coimbra, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sediado no Centro de História da Sociedade e da Cultura /U. Coimbra), no Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (U. Évora) e no Centre de Recherche Interdisciplinaire en Histoire, Histoire de l'Arte et Musicologie (U. Limoges).

 


Bibliografia


- Pela Margem do Mondego: Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca, 2015, (ed. Palimage)

Maria Amélia Carvalho de Almeida

Residiu toda a sua vida em Lisboa, onde nasceu a 3 de dezembro de 1906. No seu percurso profissional foi 1ª Escrituraria de Contabilidade no ramo de Livreiros-Escritores, com cargo de chefia.
Começou a versejar aos 13 anos e o facto de ter ganho um 2º prémio no primeiro Concurso Literário a que concorreu, incitou-a a prosseguir através dos anos pelo que possui atualmente 669 prémios em diversas modalidades, destes destacam-se primeiros, segundos e terceiros prémios, e dos quais 117 foram obtidos no Brasil, também em Concursos Literários e Jogos Florais. Grande parte destes trabalhos têm sido publicados na Imprensa e em cerca de 90 Antologias e Coletâneas de Trabalhos premiados nestes dois países e também um no Canadá.
A falta de grau académico, que não possui porque na sua juventude era um privilégio só das classes abastadas, procurou supri-la com a leitura com a leitura e estudo constante, de obras consagradas nas mais diversas vertentes. E, também, com muitas viagens ao estrangeiro do qual conhece grande parte da Europa, alguns países do Médio Oriente e do Norte de África, e o Rio de Janeiro e arredores, no Brasil.
Considera-se, pois, uma simples autodidata que lutou tenazmente para obter alguma cultura que para o seu espírito se afigurava imprescindível.

A galardoada escritora faleceu a 1 de agosto de 2010.
 

 

Bibliografia

- O Cântico da Mãe, 1941
- Sol Poente, 1988, (ed. do autor)
- Coração trovador, 2001, (ed. do município)
- Hino de Amor a Travanca de Lagos e à sua Região, 2001, (ed. do município)
- Ao Sabor das Marés, 2004, (ed. do município)

Maria Arlete Bastos

Nasceu na Freguesia de Travanca de Lagos, concelho de Oliveira do Hospital, em 30 de Dezembro de 1944.
Devido a uma grave doença foi forçada a abandonar a escola mas, ainda assim, conseguiu forças com a ajuda da sua Mãe e de familiares para fazer o exame da 4ª Classe, com 9 anos.
Amante da leitura e da escrita, desde criança, mas faltando-lhe muitas vezes os livros, escrevia contos e versos, que guardava para si, no velho livro de apontamentos de seu avô, a que os familiares chamavam de “ missal”. Introvertida, apenas ao papel confiava os seus segredos, as suas mágoas, os seus anseios, e suas orações a Deus, desde sempre seu confidente.
Aos 20 anos foi viver para Cascais, onde trabalhou numa cadeia de Supermercados, durante oito. Já depois de casada, voltou a estudar para poder continuar como escrituraria nos escritórios daquela empresa, concluindo o ciclo preparatório.
Em 1973, concorreu e foi admitida, nos Serviços Médico - Sociais do Distrito de Setúbal, sendo que, aos 35 anos e já com os dois filhos, voltou a estudar e concluiu o Curso Geral Nocturno.

Aos 40 anos frequentou um curso de Artes Decorativas e, um ano depois, iniciou-se na arte da pintura de porcelana, pela qual se apaixonou. Como sócia e delegada da Associação Portuguesa de Cultura e Pintura em Porcelana, ao longo dos anos organizou e participou em diversas exposições individuais e coletivas, participou em seminários e assistiu a diversas demonstrações de pintura de grandes mestres desta arte.

Em 1989 veio, transferida da ARSS de Setúbal para a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, onde em 1996 organizou a X Exposição Nacional de Pintura em Porcelana, na Casa da Cultura César Oliveira, com o apoio da Mesma.
Ali permaneceu até à sua aposentação, em Maio de 2003.

 

 

Bibliografia

 

- Desabafos, 2005 (ed. do Município)

- Momentos um Sós, 2013, (ed. do Município)

Maria Armanda Monteiro Ricardo

Nasceu em Oliveira do Hospital, a 18 de janeiro de 1946.

Filha de um conhecido industrial de Oliveira do Hospital de seu nome Sérgio Ricardo, e de Maria da Glória Monteiro.

Foi casada durante 11 anos com o cantor José Cid, Tendo vivido com este em Lisboa.

Foi autora e interprete de alguns êxitos dos anos 70 e 80.

Foi cantora a solo. Fez parte de alguns grupos musicais, como os “Green Windows” e do “1111”.

Representou Portugal em vários festivais da canção em conjunto com José Cid .

Foi vítima de AVC, tendo estado internada nos Cuidados Continuados em Tábua onde veio a falecer em 22 de dezembro de 2010.

Bibliografia

- Sinfonia da minha alma, 1964

- Meditando, 1965

Maria de Fátima Ferreira Veiga

Natural de Coimbra, licenciada em historia, professora profissionalizada.
Trabalhou no Palácio Nacional da Pena, como Técnica Superior.
Apaixonada pela cultura portuguesa e estudiosa do século XIX.
Amante da fotografia – a ilustração dos seus livros é de sua autoria.
Organizava eventos de carácter cultural, tais como exposições temáticas. Em termos turísticos foi projecto seu, uma casa de Turismo Rural.

 


Bibliografia 

 - A Serra Encantada, 2005 (ed. do Município)
 - Memórias, história Cultural do Ervedal da Beira
 - Sintra
 - Beira Alta...naturalmente, 2015

Maria Diamantina Rodrigues Antunes Figueiredo

Sem informação

 

Bibliografia

- Poemas do meu chão
 

Maria Fernanda Dinis Tavares

Nasceu em Lagares da Beira, a 30 de agosto 1944, filha de Altino Esteves Tavares e de Angelina das Dores Dinis.

Frequentou a escola primária feminina de Lagares da Beira, os quatro anos de escolaridade. Por sua decisão, interrompeu os estudos, dedicou-se às lides caseiras e tirou o curso de corte e costura, e bordados à máquina.

Aos 18 anos, foi frequentar o Colégio Brás Garcia de Mascarenhas, em Oliveira do Hospital, ode fez o 1º e 2º ano (em um só ano) e o 3º, 4º e 5º secção de letras (em um só ano) e o 3º, 4º, 5º, secção de ciências (em um só ano). Ou seja, os três anos, em dois. Teve bons resultados nos exames realizados, nessa altura, no Liceu Infanta D. Maria , em Coimbra. 

Em seguida, ingressou na Escola do Magistério Primário de Coimbra, onde concluiu  o seu curso de professora do 1º ciclo. Iniciou a sua carreira de docente no Alqueve/Arganil, Pomares, Coja, Lourosa e terminou em Negrelos. 

Atualmente é aluna na Universidade Sénior de Oliveira do Hospital.

   

 Bibliografia

 - Retalhos do Caminho, 2016 (ed. do Munícipio)

Mauro Alexandre Lopes Mota

Nasceu a 4 de Outubro de 1985 em Oliveira do Hospital. Residiu em Oliveira do Hospital até aos 17 anos, antes de se mudar para Viseu , onde estudou Enfermagem, que concluiu com 21 anos. De regresso às origens começou a exercer a sua profissão na cidade de Seia. 

Começou a escrever poesia aos 14 anos, cultivando esta vontade com o grupo de amigos que ainda hoje mantém. 

Bibliografia 

 

- Poesia, 2009, (ed. do Município)

- Intenção, 2012, (ed. Papiro)

Rita Alexandra Figueiredo

Nascida em Coimbra no ano de 1977, Rita Figueiredo mora atualmente em Oliveira do Hospital com o marido e dois filhos. 
Licenciada em engenharia civil, exerce a sua profissão num gabinete que possui na cidade onde mora. A escrita sempre esteve presente na vida de Rita; desde participações no jornal da escola na altura do ensino preparatório e secundário, até pequenos textos e poemas que escreveu ao longo da vida. 
“O meu irmão vem aí...” é a sua primeira publicação, dirigida especialmente para as crianças e pais que vão viver a maravilhosa experiência da gravidez e nascimento do segundo filho.

 


Bibliografia

-"O meu irmão vem aí..."

Rui Miguel Tavares Abreu Bernardino

Natural e residente em Coimbra. Toda a sua infância, (até aos 30 anos de idade), foi vivida na freguesia de Lagares da Beira, onde começou a construir a forte e “teimosa” personalidade. É portador da ataxia de Friedreich (doença degenerativa, que limita progressivamente as capacidades motoras), mas que nunca ficou refém da doença, teve de aprender “aliar-se” à doença, o que lhe dificultou os estudos.
Começou como trabalhador em papelarias, loja de desporto, salão de jogos e, mais recentemente, o Bookafé. Adorou a experiência e gostava de poder continuar, no entanto, o grau de incapacidade física impediu-o de o fazer.
Hoje tem uma família, esposa e filha que o apoiam em tudo.
Atualmente, frequenta o Ensino Superior.
Finalmente, teve a oportunidade de publicar o seu livro onde nos relata episódios verídicos do seu percurso de vida, e revela a forma muito própria como vem lidando com uma vida condicionada pela cadeira de rodas e demonstra neste livro inspirador que “ser feliz só depende da nossa atitude”, além de motivar todos os leitores a encontrarem o que de melhor têm para dar aos outros.

 Bibliografia 

  - É Possível, 2016

Sebastião de Melo Júnior Ferrão

Nasceu em Lisboa a 8 de setembro de 1913.
Estudante mediano, perfez com Boémia o Curso liceal não velhinho "Gil Vicente" em Santa Clara.
Entusiasta do regionalismo e do Espaço Beirão em particular, embrenhou-se no seu estudo com enorme dedicação, sacrifício e entusiasmo, criando uma "Monografia de Ervedal da Beira", que, em 1944, alcançou o 1º prémio do Concurso de Monografias e Memórias Históricas, promovido pela Junta Suprema do Regionalismo Beirão da Casa das Beiras.
Reuniu também um enorme acervo de memórias, epistolas, atas, anúncios comerciais, etc. no âmbito ervedalense e regional, que constituirão um curioso e, porventura valioso, objeto de consulta e estudo.
Fumador inveterado, viria daí a resultar uma doença prolongada e dolorosa que o vitimaria precocemente, na capital, em 7 de abril de 1975.


Bibliografia

- Monografia de Ervedal da Beira, 2003

Tarquínio da Fonseca Hall

Nasceu,  no dia 9 de Novembro de 1915 em Lagos da Beira, onde também residiu.
Licenciado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Exerceu a sua actividade nas ex-províncias Ultramarinas de Moçambique e Angola onde desempenhou os seguintes cargos: Em Moçambique, foi Chefe de Divisão dos Serviços de Economia; em Angola, Técnico-Chefe dos Serviços de Economia, chefe do gabinete de estudos do Governo Geral e director dos serviços de Indústria.
Incluído e citado no livro “Bibliografia das Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa” e ainda no volume comemorativo do primeiro Centenário da Imprensa de Moçambique.
Galardoado com um primeiro prémio e duas menções honrosas nos jogos Florais de Férias da Propaganda Turística Portuguesa, em 1951.
Em Moçambique foi director do semanário “Espectáculo”, colaborador efectivo dos jornais diários “Guardian”, “Notícias”, “Notícias da Tarde”, “Diário de Moçambique” e “Revista Império”. Em Angola foi colaborador da “Revista de Economia”.

Em Portugal, foi convidado para colaborar na “Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira”-1971. Colaborador do seminário “O granito”.


Bibliografia

 
- Variações, 1945
- Poemas d'além e de aquém-mar, 1956
- Poemas africanos, 1960, (ed. do autor)
- Liberdade e fraternidade, 1977
- Ternura, 1980
- Poemas, 1986
- Infante Dom Henrique, 1996
- Lagos da Beira: subsídios para a sua história, 1997
- Concelho de Oliveira do Hospital: subsídios para a sua história, 1998
- Mar-Além, 1999
- Aguarelas de Moçambique, 2000
- Produção e comércio de fibras duras, 2001

Vasco Campos

Nasceu a 02 de julho de 1904, na Ponte das Três Entradas, concelho de Oliveira do Hospital.

Seu pai, Benjamim de Campos Freire, era natural de Nogueira do Cravo e sua mãe, Albertina das Neves Correia Campos, dos Pardieiros, Benfeita, concelho de Arganil.

Fez os estudos secundários no Liceu José Falcão em Coimbra.
Ao terminar o Curso Geral dos Liceus inscreve-se em letras, pois era seu desejo cursar Direito. Um lapso de secretaria fê-lo aparecer inscrito em ciências. Resolveu, então, seguir medicina. Aluno brilhante, foi convidado para ficar na faculdade, como assistente, lugar e distinção que recusou.
Casou na Carvalha, na capela de Nossa Senhora das Graças, em 30/03/1933, com sua prima Maria de Lurdes Lencastre.
Na sua casa de Avô, debruçada sobre o Rio Alva, nasceram-lhe 8 filhos. Perde um deles, o José Beijamim, com 4 anos de idade e da sua enorme dor nasce o livro “ O canto da Cotovia”.
Reformado, regressa à casa onde nascera, na Ponte das Três Entradas, o seu “Búzio”. Aqui faleceu no dia 17 de Julho de 1991, ficando sepultado no cemitério de Avô.
Em homenagem póstuma, já que em vida sempre as recusara, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital concedeu-lhe a Medalha de Ouro do Concelho e o título de Cidadão Honorário.

Faleceu a 17 de julho de 1991.
 

 

Bibliografia

- Casal da Nossa Senhora das Graças, 1962, (ed. do autor)
- O canto da Cotovia, (s.d.), (ed. do autor)
- Brás Garcia de Mascarenhas, homenageado (s.d.), (ed. do autor)
- O BCG no meio rural
- Búzio 1989, (ed. do autor)
- Serra, 1ª ed, 1990, (ed. do autor)
- Por Avô e pela sua gente, 1990, (ed. do autor)
- Serras – Caminho de um médico, 1996, (ed. do município)
- Obras completas, 2004, (ed. do município)

Vitor Paulo Fernandes

Nasceu em Lisboa a 29 de Abril de 1966, mas reside em Lagos da Beira no concelho de Oliveira do Hospital.

Dedica-se desde sempre ao desenho, pintura e banda desenhada. A escrita é uma paixão mais recente tendo editado o seu primeiro romance, “A Quinta das tulipas”, em junho de 2011, e em 2013 o livro de contos baseados em estórias reais recolhidas na tradição oral da sua aldeia e de outras terras vizinhas.

 


Bibliografia

- A quinta das tulipas, 2011, (ed. do Município)

- Pingos de memória, estórias da minha aldeia, 2014, (ed. da Associação de Jovens da Freguesia de Meruge)

Viriato Gouveia

Nasceu em Aldeia das Dez, a 28 de Janeiro de 1929, sendo o terceiro de uma prole de oito irmãos. Cresceu e viveu sempre em Aldeia das Dez, excetuando os anos de 1945 a 1949, tempo que trabalhou e viveu em Lisboa.
Foi o primeiro dos filhos do casal a ir à escola e aos dez anos fez o seu exame da terceira classe tendo sido “aprovado oficialmente”, quedando-se por aí a sua instrução naqueles tempos de grandes dificuldades.
Com o seu pai, ainda muito cedo, aprendeu a arte de tecelão de mantas de fitas, tapetes, e passadeiras, que exerceu durante mais de sessenta anos, sendo a sua principal atividade, que ainda hoje exerce.
 

 

Bibliografia

- Palavras tecidas, 2005, (ed. do Município)
- Tear de letras, 2007, (ed. do Município)
- Ao correr da lançadeira, 2015, (ed. do Município)

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