<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>exposicoescmoh</title><description>exposicoescmoh</description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/exposicao</link><item><title>CHOCALHOS: PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE… A “LOIÇA” DESTA EXPOSIÇÃO</title><description><![CDATA[Os chocalhos presentes nesta exposição temporária temática foram gentilmente cedidos por Pedro Dias, da Bobadela, e Carlos Silva, pastor de Lagares da Beira. Estas peças carregam em si anos e anos de história. Para sermos mais precisos, estão aqui expostos espécimes do final do século XVIII até ao presente. Luís Dias, patriarca da Casa Dias, em Bobadela, Oliveira do Hospital, era pastor e moleiro. Todas as suas ovelhas bordaleiras, pretas, usavam chocalhos ou campainha, sendo que estes passaram<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_fa3499082f204385812af19c7c632105%7Emv2_d_1633_1633_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_656/f0f33d_fa3499082f204385812af19c7c632105%7Emv2_d_1633_1633_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/CHOCALHOS-PATRIM%C3%93NIO-IMATERIAL-DA-HUMANIDADE%E2%80%A6-A-%E2%80%9CLOI%C3%87A%E2%80%9D-DESTA-EXPOSI%C3%87%C3%83O-3</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/CHOCALHOS-PATRIM%C3%93NIO-IMATERIAL-DA-HUMANIDADE%E2%80%A6-A-%E2%80%9CLOI%C3%87A%E2%80%9D-DESTA-EXPOSI%C3%87%C3%83O-3</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:51:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_fa3499082f204385812af19c7c632105~mv2_d_1633_1633_s_2.jpg"/><div>Os chocalhos presentes nesta exposição temporária temática foram gentilmente cedidos por Pedro Dias, da Bobadela, e Carlos Silva, pastor de Lagares da Beira. Estas peças carregam em si anos e anos de história. Para sermos mais precisos, estão aqui expostos espécimes do final do século XVIII até ao presente. Luís Dias, patriarca da Casa Dias, em Bobadela, Oliveira do Hospital, era pastor e moleiro. Todas as suas ovelhas bordaleiras, pretas, usavam chocalhos ou campainha, sendo que estes passaram de geração em geração, reutilizando-os e preservando-os, ao mesmo tempo. Assim, o seu filho, António Dias, prosseguiu o caminho traçado pelo seu pai, continuando a usar a “loiça” nos seus animais. A sua esposa, Alice da Conceição, era uma das queijeiras mais conceituadas da zona, vendendo os seus famosos queijos para as pessoas mais abastadas de Vila Nova de Oliveirinha e Bobadela. Um outro pastor, Luís Pimenta, de Aldeias, Gouveia, por altura da transumância, pernoitava na casa de António Dias para seu descanso e também do seu gado. Dessas paragens anuais e relação de amizade com António Dias, nasceram, estamos em crer, algumas trocas de “loiça”, como é hábito, aliás, entre os pastores. Anos mais tarde, já depois do falecimento de António Dias, um dos seus netos, Pedro Dias, amante da guarda e da memória, em boa altura achou que era chegada a hora de guardar to-das as peças dos seus bisavô e avô para memória futura. Carlos Silva, é pastor em Lagares da Beira. A vara de choca-lhos que aqui se apresenta tem tantos anos quantos a que tem de pastor e nela estão contidas as peças que geralmente tem na sua loja e que em determinada altura do ano, geralmente na Primavera e Verão, coloca no seu rebanho, composto por 84 ovelhas e 46 cabras. A “loiça” de Carlos Silva tem sido cuidada pelo seu filho Ricardo, que faz questão de a usar nas festividades ligadas à pastorícia, como o S. João das Ovelhas, na Folgosa da Madalena, concelho de Seia, e na festa de S. Geraldo, concelho de Tábua. Para além dos chocalhos e campainhas, Ricardo adorna o rebanho do pai com as bonitas ‘borlas’ (espécie de pompons feitos de lã) de linha colorida e por algumas ‘cabeçadas’ (peça em tecido e filigrana que se coloca especialmente no focinho das cabras). Estas peças são usadas maioritariamente em cabras e chibos. O S. João das Ovelhas e o S. Geraldo são festas para ‘abençoar’ o gado, para lhe trazer boa sorte durante o ano, assim como ao pastor também. Ricardo fala-nos ainda de um outro uso prático para a ‘loiça do gado’: - “assim elas puxam melhor e não se lhes dá a preguiça”, ou seja, o som constante e minimal dos badalos em contacto com o metal dos chocalhos e campainhas faz com que o gado não se distraia da sua ‘obrigação’ de comer e, desta forma, não se ‘encosta’ tão cedo para descansar. O nosso muito obrigado ao Pedro Dias, ao Carlos Silva e ao Ricardo Silva por terem dedicado um pouco do seu tempo ao empréstimo da ‘loiça’ que aqui expomos e também ao ‘empréstimo’ da sua sabedoria e conhecimento populares.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Chocalhos: Património Cultural Imaterial da Humanidade…</title><description><![CDATA[27 B.C.Proto-HistóriaSurgem os primeiros chocalhos em chapa de ferro.Em Espanha, em contexto arqueológico, foram encontrados chocalhos celtiberos, datados do séc. III a. C.[PL]476RomanaEm São Cucufate, Alentejo, são encontrados chocalhos.No Museu da Casa do Arco, mostram-se chocalhos que surgiram nas escavações da vila romana de São Cucufate e atribuídos ao séc. IV.[PL]in paisagem-id.pt<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_7220dce329574782895642fb6f3a4187%7Emv2_d_2345_2107_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_589/f0f33d_7220dce329574782895642fb6f3a4187%7Emv2_d_2345_2107_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-5</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-5</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:50:52 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_7220dce329574782895642fb6f3a4187~mv2_d_2345_2107_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_5c9ed3329adb43398ee76854c2c137d4~mv2.jpg"/><div>27 B.C.</div><div>Proto-História</div><div>Surgem os primeiros chocalhos em chapa de ferro.</div><div>Em Espanha, em contexto arqueológico, foram encontrados chocalhos celtiberos, datados do séc. III a. C.</div><div>[PL]</div><div>476</div><div>Romana</div><div>Em São Cucufate, Alentejo, são encontrados chocalhos.</div><div>No Museu da Casa do Arco, mostram-se chocalhos que surgiram nas escavações da vila romana de São Cucufate e atribuídos ao séc. IV.</div><div>[PL]</div><div>in paisagem-id.pt</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Chocalhos: Património Cultural Imaterial da Humanidade…</title><description><![CDATA[O fabrico de chocalhos é a designação dada pelos chocalheiros ao acto de fabricar o objecto designado como chocalho. O chocalho é um idiofone em chapa de ferro, com banho de latão ou bronze, que os pastores suspendem ao pescoço dos animais que pastoreiam. O seu fabrico, pelo chocalheiro, é feito a partir de uma chapa de ferro, moldada, a frio, na bigorna, com recurso a martelo . Após ganhar forma de um copo, é-lhe colocado uma peça no interior para suspender o batente, designada por «céu», e<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_2fdf08a1f6244a498d73b4e12926cfb8%7Emv2_d_2067_1858_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_590/f0f33d_2fdf08a1f6244a498d73b4e12926cfb8%7Emv2_d_2067_1858_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-4</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-4</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:50:01 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_2fdf08a1f6244a498d73b4e12926cfb8~mv2_d_2067_1858_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_668768287b954c07b4d537493092ae8c~mv2.jpg"/><div>O fabrico de chocalhos é a designação dada pelos chocalheiros ao acto de fabricar o objecto designado como chocalho. O chocalho é um idiofone em chapa de ferro, com banho de latão ou bronze, que os pastores suspendem ao pescoço dos animais que pastoreiam. O seu fabrico, pelo chocalheiro, é feito a partir de uma chapa de ferro, moldada, a frio, na bigorna, com recurso a martelo . Após ganhar forma de um copo, é-lhe colocado uma peça no interior para suspender o batente, designada por «céu», e aposta uma asa. Para ser soldado, é envolvido em barro com pequenas peças de latão ou bronze, e vai para o forno, durante cerca de uma hora, numa temperatura de 1200º. Após a cozedura, o chocalho é retirado do forno e rebolado, para que seja garantida uma uniforme distribuição do latão líquido. Depois de mergulhado em água para arrefecimento súbito, é liberto do barro. Depois de limpo, é feita a operação mais complexa: a afinação. Esta só pode ser executada pelos mestres chocalheiros. A afinação, ou o «assonantar» do chocalho, é a integração identitária do som na paisagem sonora local e /ou regional. Esta operação é feita na bigorna através de pancadas dadas com o martelo na boca do chocalho «até que o som se solte.».</div><div>in paisagem-id.pt</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Chocalhos: Património Cultural Imaterial da Humanidade…</title><description><![CDATA[Em conversa com o pastor Pedro, no Vale do Rossim, Serra da Estrela, descobrimos os seus chocalhos favoritos, aqueles que têm que ser fabricados em Alcáçovas, nos “Chocalhos Pardalinho". É lá, naquela vila alentejana que, efetivamente, se fabricam os melhores e mais belos chocalhos portugueses. É lá, também, que existem e resistem os melhores mestres chocalheiros de Portugal, alguns com muitos anos de idade e prestes a deixar a atividade. Foi por causa deles, principalmente, que a candidatura a<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_126d7d476bd747699895d85d869aef76%7Emv2_d_1365_1227_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_590/f0f33d_126d7d476bd747699895d85d869aef76%7Emv2_d_1365_1227_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-3</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-3</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:48:07 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_126d7d476bd747699895d85d869aef76~mv2_d_1365_1227_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_c26c3d3a58b94faab0ec31d8dba271af~mv2.jpg"/><div>Em conversa com o pastor Pedro, no Vale do Rossim, Serra da Estrela, descobrimos os seus chocalhos favoritos, aqueles que têm que ser fabricados em Alcáçovas, nos “Chocalhos Pardalinho&quot;. É lá, naquela vila alentejana que, efetivamente, se fabricam os melhores e mais belos chocalhos portugueses. É lá, também, que existem e resistem os melhores mestres chocalheiros de Portugal, alguns com muitos anos de idade e prestes a deixar a atividade. Foi por causa deles, principalmente, que a candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade se materializou, justamente denominada Arte Chocalheira: Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.</div><div>Os chocalhos, e também as campainhas, são conhecidos, na linguagem dos pastores, como a “loiça do gado”. O pastor Pedro, e outros da Serra da Estrela, prefere ver as campainhas nas ovelhas e os chocalhos nas cabras. Este gosto muda de pastor para pastor, consoante as suas preferências estéticas.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>CHOCALHOS: PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE… A “LOIÇA” DESTA EXPOSIÇÃOOs</title><description><![CDATA[Os chocalhos presentes nesta exposição temporária temática foram gentilmente cedidos por Pedro Dias, da Bobadela, e Carlos Silva, pastor de Lagares da Beira. Estas peças carregam em si anos e anos de história. Para sermos mais precisos, estão aqui expostos espécimes do final do século XVIII até ao presente. Luís Dias, patriarca da Casa Dias, em Bobadela, Oliveira do Hospital, era pastor e moleiro. Todas as suas ovelhas bordaleiras, pretas, usavam chocalhos ou campainha, sendo que estes passaram<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_eb6ba45713154415baa384cceb261274%7Emv2_d_1595_1595_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_656/f0f33d_eb6ba45713154415baa384cceb261274%7Emv2_d_1595_1595_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/CHOCALHOS-PATRIM%C3%93NIO-IMATERIAL-DA-HUMANIDADE%E2%80%A6-A-%E2%80%9CLOI%C3%87A%E2%80%9D-DESTA-EXPOSI%C3%87%C3%83OOs</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/CHOCALHOS-PATRIM%C3%93NIO-IMATERIAL-DA-HUMANIDADE%E2%80%A6-A-%E2%80%9CLOI%C3%87A%E2%80%9D-DESTA-EXPOSI%C3%87%C3%83OOs</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:46:08 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_eb6ba45713154415baa384cceb261274~mv2_d_1595_1595_s_2.jpg"/><div>Os chocalhos presentes nesta exposição temporária temática foram gentilmente cedidos por Pedro Dias, da Bobadela, e Carlos Silva, pastor de Lagares da Beira. Estas peças carregam em si anos e anos de história. Para sermos mais precisos, estão aqui expostos espécimes do final do século XVIII até ao presente. Luís Dias, patriarca da Casa Dias, em Bobadela, Oliveira do Hospital, era pastor e moleiro. Todas as suas ovelhas bordaleiras, pretas, usavam chocalhos ou campainha, sendo que estes passaram de geração em geração, reutilizando-os e preservando-os, ao mesmo tempo. Assim, o seu filho, António Dias, prosseguiu o caminho traçado pelo seu pai, continuando a usar a “loiça” nos seus animais. A sua esposa, Alice da Conceição, era uma das queijeiras mais conceituadas da zona, vendendo os seus famosos queijos para as pessoas mais abastadas de Vila Nova de Oliveirinha e Bobadela. Um outro pastor, Luís Pimenta, de Aldeias, Gouveia, por altura da transumância, pernoitava na casa de António Dias para seu descanso e também do seu gado. Dessas paragens anuais e relação de amizade com António Dias, nasceram, estamos em crer, algumas trocas de “loiça”, como é hábito, aliás, entre os pastores. Anos mais tarde, já depois do falecimento de António Dias, um dos seus netos, Pedro Dias, amante da guarda e da memória, em boa altura achou que era chegada a hora de guardar to-das as peças dos seus bisavô e avô para memória futura. Carlos Silva, é pastor em Lagares da Beira. A vara de choca-lhos que aqui se apresenta tem tantos anos quantos a que tem de pastor e nela estão contidas as peças que geralmente tem na sua loja e que em determinada altura do ano, geralmente na Primavera e Verão, coloca no seu rebanho, composto por 84 ovelhas e 46 cabras. A “loiça” de Carlos Silva tem sido cuidada pelo seu filho Ricardo, que faz questão de a usar nas festividades ligadas à pastorícia, como o S. João das Ovelhas, na Folgosa da Mada-ena, concelho de Seia, e na festa de S. Geraldo, concelho de Tábua. Para além dos chocalhos e campainhas, Ricardo adorna o rebanho do pai com as bonitas ‘borlas’ (espécie de pompons feitos de lã) de linha colorida e por algumas ‘cabeçadas’ (peça em tecido e filigrana que se coloca especialmente no focinho das cabras). Estas peças são usadas maioritariamente em cabras e chibos. O S. João das Ovelhas e o S. Geraldo são festas para ‘abençoar’ o gado, para lhe trazer boa sorte durante o ano, assim como ao pastor também. Ricardo fala-nos ainda de um outro uso prático para a ‘loiça do gado’: - “assim elas puxam melhor e não se lhes dá a preguiça”, ou seja, o som constante e minimal dos badalos em contacto com o metal dos chocalhos e campainhas faz com que o gado não se distraia da sua ‘obrigação’ de comer e, desta forma, não se ‘encosta’ tão cedo para descansar. O nosso muito obrigado ao Pedro Dias, ao Carlos Silva e ao Ricardo Silva por terem dedicado um pouco do seu tempo ao empréstimo da ‘loiça’ que aqui expomos e também ao ‘empréstimo’ da sua sabedoria e conhecimento populares.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Chocalhos: Património Cultural Imaterial da Humanidade…</title><description><![CDATA[Para além dos chocalhos e campainhas, Ricardo adorna o rebanho do pai com as bonitas ‘borlas’ (pompons feitos de lã) de linha colorida e por algumas ‘cabeçadas’ (peça em tecido e filigrana que se coloca especialmente no focinho das cabras). Estas peças são usadas maioritariamente em cabras e chibos.O S. João das Ovelhas e o S. Geraldo são festas para ‘abençoar’ o gado, para lhe trazer boa sorte durante o ano, assim como ao pastor também.Ricardo fala-nos ainda de um outro uso prático para a<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_efcc4228b25948c38eaef21c540674e9%7Emv2_d_2043_1836_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_590/f0f33d_efcc4228b25948c38eaef21c540674e9%7Emv2_d_2043_1836_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-2</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-2</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:44:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_efcc4228b25948c38eaef21c540674e9~mv2_d_2043_1836_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_a223b929351e4bcbabf578ced7e0a9c5~mv2.jpg"/><div>Para além dos chocalhos e campainhas, Ricardo adorna o rebanho do pai com as bonitas ‘borlas’ (pompons feitos de lã) de linha colorida e por algumas ‘cabeçadas’ (peça em tecido e filigrana que se coloca especialmente no focinho das cabras). Estas peças são usadas maioritariamente em cabras e chibos.</div><div>O S. João das Ovelhas e o S. Geraldo são festas para ‘abençoar’ o gado, para lhe trazer boa sorte durante o ano, assim como ao pastor também.</div><div>Ricardo fala-nos ainda de um outro uso prático para a ‘loiça do gado’: - “assim elas puxam melhor e não se lhes dá a preguiça”, ou seja, o som constante e minimal dos badalos em contacto com o metal dos chocalhos e campainhas faz com que o gado não se distraia da sua ‘obrigação’ de comer e, desta forma, não se ‘encosta’ tão cedo para descansar.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Chocalhos: Património Cultural Imaterial da Humanidade…</title><description><![CDATA[“Um chocalheiro pode, assim, definir-se como aquele que apenas fabrica chocalhos em ferro forjado, e eventualmente também funde campainhas, recorrendo a um equipamento muito reduzido: num banco baixo, comprido, de quatro pés, aonde existe, do lado direito, uma tesoura e, do lado esquerdo, uma bigorna. O tamanho desta bigorna e da tesoura varia conforme o tamanho do chocalho a fabricar.”“O fabrico de chocalhos, feito por um chocalheiro, parte de uma chapa que é acertada com a tesoura e depois<img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_8cfde8e8c20640faabd1f8c6fce4b1dc%7Emv2_d_1834_1647_s_2.jpg/v1/fill/w_656%2Ch_589/f0f33d_8cfde8e8c20640faabd1f8c6fce4b1dc%7Emv2_d_1834_1647_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-1</link><guid>https://exposicoescmoh.wixsite.com/chocalhos/single-post/2017/02/21/Chocalhos-Patrim%C3%B3nio-Cultural-Imaterial-da-Humanidade%E2%80%A6-1</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:42:09 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_8cfde8e8c20640faabd1f8c6fce4b1dc~mv2_d_1834_1647_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f0f33d_0a8d207b89c04dee8e9486dc2743d2ea~mv2.jpg"/><div>“Um chocalheiro pode, assim, definir-se como aquele que apenas fabrica chocalhos em ferro forjado, e eventualmente também funde campainhas, recorrendo a um equipamento muito reduzido: num banco baixo, comprido, de quatro pés, aonde existe, do lado direito, uma tesoura e, do lado esquerdo, uma bigorna. O tamanho desta bigorna e da tesoura varia conforme o tamanho do chocalho a fabricar.”</div><div>“O fabrico de chocalhos, feito por um chocalheiro, parte de uma chapa que é acertada com a tesoura e depois batida a frio, na bigorna, com um martelo. Primeiro martela a chapa nas pontas e depois encurva-a na bigorna. Depois dobra-a ao meio, juntando a chapa em forma de copo. Após esta operação, martela a parte fechada da chapa, e começa a dobrar as pontas, subindo-as. Serão estas pontas, repuxadas, que servirão para suportar a asa. Após esta fase, na parte de cima do chocalho, a chapa é perfurada ao centro, e aí é colocada uma argola da parte de dentro, cujas pontas são batidas no exterior. Esta argola designa-se por &quot;céu&quot;. É esta peça que sustenta o badalo.”</div><div>in paisagem.id.pt</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>